Encontrar coisas escondidas em fotos

• 𝗨𝗺 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗮𝘀𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗮𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗺𝗶𝘀𝘁𝗲𝗿𝗶𝗼𝘀𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹. 𝗥𝘂𝗶 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼. •

2020.10.17 05:38 POL4RGTS • 𝗨𝗺 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗮𝘀𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗮𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗺𝗶𝘀𝘁𝗲𝗿𝗶𝗼𝘀𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹. 𝗥𝘂𝗶 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼. •

No dia 4 de março de 1998, em Lousada, Portugal, Rui Pedro Teixeira Mendonça pegou a sua bicicleta após o almoço, por volta das 14 horas da tarde, e apareceu no escritório de sua mãe que ficava perto de sua casa. Ele foi até ela para perguntar se podia sair com seu amigo, Afonso Dias, um caminhoneiro de 22 anos. Sua mãe negou o pedido e disse para ele brincar no campo que era um terreno baldio que era usado para pista de cavalos, atrás de seu escritório.
Por volta das 17:09 da tarde, o tutor de Rui Pedro ligou para os pais porque a criança não compareceu à aula. Eles rapidamente começaram a procurar Rui, porque era estranho já que ele nunca havia faltado.
Após não acharem Rui Pedro pelo bairro, eles entraram em desespero e logo um grupo de busca foi formado. Um vizinho encontrou a bicicleta de Rui escondida atrás de arbustos no mesmo terreno baldio onde ele estava brincando mais cedo.
Como Rui Pedro havia dito à mãe que ele estava planejando se encontrar com seu amigo Afonso, a polícia então o questionou, perguntaram se ele havia visto Rui e ele disse apenas que não, de uma maneira calma. Mais tarde, algumas pessoas disseram que havia visto Rui Pedro conversando com Afonso no terreno baldio dentro de um carro Fiat Uno Preto.
O caro que Afonso estava era de seu irmão. Segundo ele, havia emprestado o carro para Afonso para ele ir ao hospital, mas mais tarde foi confirmado que ele nunca foi até o hospital pois passou o dia inteiro dirigindo pela cidade.
Afonso Dias estava em alterado estado emocional enquanto era interrogado e simplesmente respondeu que não sabia o paradeiro do garoto, mas que a polícia "deveria fechar as fronteiras, pois provavelmente ele estaria muito distante a caminho de outro país”. Alcina Dias disse que Rui estava extremamente nervoso e chorando quando saiu do veículo, dizendo que Afonso o havia forçado a encontrá-la.
Alcina acrescentou que ela tentou acalmar o garoto e perguntou se sua mãe sabia que ele estava lá, o garoto respondeu que não. Rui, em seguida, supostamente partiu no veículo de Afonso Dias. Ela tentou fazer seu depoimento, mas nunca conseguiu identificar Afonso pelo nome.
O padrinho de Rui lembra de ter recebido uma ligação específica de uma criança com a voz muito parecida com a de Rui chorando do outro lado do telefone, ele chamava desesperadamente pela mãe, mas a ligação caiu antes que ele pudesse falar algo.
Em abril de 1998, o comentarista político Nuno Rogério viajou para a Disneyland Paris com sua família. Durante a viagem, a família Rogério tirou várias fotografias enquanto passeava; uma dessas fotos mostra um garoto sentado atrás da família que se parecia muito com Rui Pedro.
Sentado ao lado do garoto está um homem de 40 anos vestindo uma jaqueta vermelha. A polícia portuguesa confiscou as fotografias para uma análise mais aprofundada, mas nenhum progresso foi feito em relação a esse avistamento.
Em 1 de setembro de 1998, policiais prenderam uma operação internacional de pornografia infantil chamada The Wonderland Club. A polícia confiscou mais de 750.000 imagens e vídeos, representando 1.263 crianças diferentes sofrendo abusos sexuais. 16 crianças foram identificadas no vídeo por parentes. Dentre essas fotos, supostamente estava Rui Pedro porém a polícia suspeitou que ele tivesse sido assassinado por seus sequestradores depois de ter sido abusado diante das câmeras por outros membros de um círculo de pedófilos.
Segundo algumas fontes, a mãe de Rui e a Interpol chegaram a falar que era realmente ele nos vídeos e nas fotos, mas a polícia portuguesa descartou essa evidência. Segundo algumas fontes, havia um pedófilo do The Wonderland Club que estava morando em Portugal naquela época.
Na Suíça, foi ouvido um garoto dizer em um restaurante em 2007: "Eu sou raptado de Famalicão e a mim ninguém procura". A polícia não informou, dizendo que a pista não era consistente. Também foi apontado que poderia ser Rui Pereira, desaparecido dois dias antes de Rui Pedro.
No primeiro dia do desaparecimento de Rui Pedro, diversos de seus amigos relataram na delegacia que Afonso estava obcecado com Rui. Ele sabia tudo sobre a vida do garoto, onde ele estava, com quem estava e o que faria no dia seguinte.
No primeiro dia do desaparecimento de Rui Pedro, diversos de seus amigos relataram na delegacia que Afonso estava obcecado com Rui. Ele sabia tudo sobre a vida do garoto, onde ele estava, com quem estava e o que faria no dia seguinte.
Mas a polícia acabou descartando, achando que eles estavam mentindo. Somente em 2011 essas crianças foram tidas como testemunhas confiáveis. No mesmo ano, Alcina Dias finalmente o identificou em um tribunal.
Um ano antes do desaparecimento de Rui Pedro, sua irmã chegou a relatar que Afonso tirou diversas foto dela e de Rui, algo que ele nunca tinha feito antes.
Em 3 de outubro de 2014, Afonso Dias foi condenado a três anos de prisão pelo sequestro do menor durante a tarde do seu desaparecimento, e não para o próprio desaparecimento. Em 18 de março de 2015, foi levado para a prisão por seu advogado depois do mandado de detenção.
Ele cumpriu uma sentença de três anos, que foi reduzida para dois anos por bom comportamento. Em Março de 2017, Afonso saiu da prisão em liberdade condicional após ter cumprido dois terços da pena.
“As pessoas já perceberam que nada tive a ver com o desaparecimento. Se eu fosse culpado, não conseguia viver em Lousada e ninguém gostaria de mim”, constata.
“Fui uma vítima neste processo. Aliás, eu e o Rui Pedro fomos as duas vítimas”, acrescenta, reafirmando a sua inocência e salientando que foi alvo de grande injustiça.
Em 28 de janeiro de 2020, Rui Pedro celebrou o seu 33º aniversário e a mãe, mais uma vez, recordou-o com saudade. Em uma carta arrepiante e cheia de emoção, Filomena Teixeira recorda o filho e deixa-lhe palavras de amor.
Uma carta dura, publicada no jornal ‘Terras do Vale do Sousa’, na qual a mãe manifestou o seu amor eterno por Rui: “E agora já com 33 anos, que aspeto tens? Como estás? Parabéns meu filho! Onde quer que estejas, recebe este abraço apertadinho tão nosso… e muitos beijinhos”.
Filomena Teixeira, mãe de Rui, relatou que o seu pai gastou todo o dinheiro que podia à procura do neto, para aliviar a dor da família, e que era chamada para ver vídeos de pedofilia. “Vi coisas horríveis. A partir das 4 horas da manhã é que se consegue ver os pedófilos atuar.
”Mostravam-me crianças a serem violadas e eles a terem prazer com o choro. Masturbavam-se à custa disso. Estava a ver as imagens, para ver se algum deles era o meu, e cheguei a um ponto em que não conseguia mais".
Rui Pedro continua desaparecido até nos dias de hoje, o caso criminal marcante, nunca teve uma explicação confirmada.
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2020.09.10 15:57 henrylore Najiyu Ep 4 - Bem vindos! A resistência...

Ne: hm?
a-ah! oi, eu-eu não sabia que você tava acordado....
*coloca o violão pro lado
eu te acordei..?
H: não, eu na verdade acordei por acaso, a luz da lua tá muito forte e tals... o que você tá fazendo
Ne: lendas dizem que se chama relaxar
é uma das coisas mais preciosas que os deuses já inventaram para nós, seres vivos hauheheuee
H: hehe... ta tocando violão?
Ne: eu? n-não você deve ter ouvido coisas e tal...
(๑•﹏•)
H: *sobe a escada por completo e vai em direção a ela
o que é isso aí então?
Ne: tá.. eu tava tocando violão...
H: *senta do lado dela
você que fez?
Ne: na verdade não, eu ganhei em uma vila muito fofa, onde tava tendo festival da música... tiveram diversas confraternizações... e me deram esse aqui
H: conte mais
Ne: tinha um garotinho se apresentando, ele era muito legal
e então ele resolveu tentar arrecadar dinheiro com isso, as músicas dele eram muito fofas
e eu não consegui, e dei um dinheirinho pra ele...
daí ele me deu esse violão
H: e ele perdeu o violão então?
Ne: que nada, ele tem uma coleção deles, assim como outras pessoas tem diversos instrumentos lá
...ou tinham
H: tinham?
Ne: a vila foi fechada devido a invasões, se refugiaram aí pra um lugar que eu não sei
H: se refugiaram?
Ne: alguém chamado may e tals
apareceu lá e ajudou eles
H: isso foi fofo da parte dela.... ou dele
né?
Ne: foi sim mas eu queria agradecer aquele garotinho pelo violão... foi muito fofo da parte dele sendo que eu nem sabia tocar isso naquela época
H: mas foi do nada assim?
Ne: eu ia lá todo dia e ele tava lá, e eu sempre dava uma quantia específica pra ele, até que ele me disse que queria retribuir
eu fiquei mal pq ele disse que tava meio sem rumo graças a umas pessoas aí
talvez a gente se encontre de novo, eu não sei
dês de que tudo aconteceu não tem mais sentido ficar vagando por aí
H: o que?
Ne: meh, nao to afim de ficar falando bobagem pra você sentir pena de mim
eu quero que você me veja como a fodona
H: ta mais pra a fofona não?
Ne: *dá um peteleco na cabeça do Henry
H: você lembra do nome do menino?
Ne: hmmmm, não
H: •-•
a bom
Ne: esperava que eu fosse lembrar? hahahahah
você é engraçado
H: eu sou eu ué
Ne: hehehe
*olha pro bolso do Henry e vê um pedaço da foto
ei *puxa foto do bolso
onde conseguiu isso?
H: ah- eu- tava olhando ali e achei e quando- eu achei- eu peguei-
pq eu ouvi o violão e não consegui pensar...
Ne: tudo bem, mas não roube coisas dos outros, não é legal.
H: ...
quem é ela?
Ne: quem é quem
H: ela *puxa foto e aponta pra menina raposa do lado da nevaska
Ne: ...
*fica encarando a foto
a resistência... funciona em grupos e nós duas tínhamos um grupo a gente era líder dele
só que o nosso grupo era declarado um dos mais poderosos de toda a resistência, então as missões mais difíceis eram entregues a nós, então grande parte do grupo morreu depois de um tempo
H: ai...
Ne: mas nós duas éramos tudo, a gente lutava junta a gente era premiada junta
eu amava ela demais
até que....
H: que...?
Ne: a gente descobriu atividades com o selo que tá prendendo as entidades malignas que afrontaram Naji a 14 anos atrás
e então a gente foi abrir
*começa a chorar um pouquinho
e ela foi levada por algo que até hoje eu não sei o que é
H: ...
poxa...
Ne: a sua cor me lembra muito ela
e o seu jeito é o mesmo dela...
eu achei isso curioso
*olha pro Henry com um sorriso e lágrimas nos olhos
H: ...
Ne: é por isso que eu ainda vago talvez pra encontrar ela
mas sozinha...
H: *bota a mão no ombro dela
você não tá sozinha
a gente tá aqui por você né?
;)
Ne: ... :(
:
:)
brigada heri
H: nao é nada heehe
Nevaska, toca uma música aí
Ne: ei *coloca a foto do lado
pode me chamar de neva
*pega o violão
{detalhe: ela tá sem as luvas}
começa a tocar: *beabadobee - coffee
L: *ouve isso
*olha pro lado
hmph o cara foi cortar...
*volta a dormir
**no dia seguinte
Ne: MINUTOS! SAO MINUTOS QUE PERDEMOS MAS QUE NAO PODEMOS PERDER ENTAO VAMOS!
bom dia gente como vcs tão
H: a
bodia
L: Olá.
eu estou bem.
Ne: levantem, eu vou tá esperando lá fora, a gente vai pra um lugar especial
L: iiih, aí. ferrou...
H: Vish
**um tempo depois
**eles caminhando
Ne: então, a gente tem que ir pra um lugar chamado Nira, e lá a gente vai encontrar o qye a gente quer
L: Nira nao é uma vila em Naji?
Ne: sim
H: e lá vai ter?
Ne: uma mini base secreta de você sabe quem, lá a gente pode ter mais informações sobre oq fazer
**chegando lá eles conseguem até ouvir aquela melodia medieval de violinos legais
H: woooow
é uma baita duma vila
Ne: éé meu amigo, as vilas que vieram do reino não são moleza não eles são beeem burgueses, sabe?
H: hmmmm
Ne: *entra num bar
H: boa tarde famiiilia
Ne: *chega no barman e fala
eai, eu vou querer aquela bebida lá, schnitzel, sabe?
L: schnitzel nao é uma comida?
H: shhhh
Barman: ah sim claro, mas eu acho que você vai ter que me ajudar a procurar..
Ne: meninos, venham comigo
Ne, H e L: *entram no lugar lá do Batman
H: caraaaaca quanta bebida
Barman: Nevaska, quanto tempo!
quem são esses?
Ne: são integrantes novos da ordem
pode deixar a gente entrar
BM: sempre né
*puxa uma bebida que na verdade era uma alavanca e abre uma porta
tenham um bom dia
H: valeu
L: boa noite
BM: olha estranho pro Lusk
...
mas tá de dia né?
**eles descem e passam por uma porta aberta que sai de dentro de uma parede e que dá em uma vila meio vale escondida no meio de várias rochas
L: woooooow isso sim é delicioso
H: caraaaaca
Ne: *barulho de canudo
H: ?? Neva onde q vc conseguiu isso aí
Ne: *bebendo suquinho naqueles copos com canudo
ah, eu roubei do barman
tô mó com sede
??¹: EAI NEVASKA!!! QUANTO TEMPO
*da um tapão no ombro dela
QUE BOM QUR VOCE VOLTOU
Ne: aaaaa oiiiiii
H: quem é esse cara lusk
L: eu nao sei
??¹: *quase esmagando a Nevaska de abraço
AAAA
Ne: ah, gente!
*solta do abraço
esse aqui é o Arthur(não é o Art), ele é um dos membros da equipe de vigilância da resistência
a gente é amigo dês de que ele chegou aqui
Ar: Olá. *faz um paz e amor
L: bonito bonito, como vai a sua mãe?
Ar: ah ela vai bem cara, encontrei com ela ontem e tals
*olha pro Henry quieto
E VOCE VOCE É UMA RAPOSA???
H: hmmm... sim?
Ar: CARAAAACA QUE INCRIVEL
NEM SEMPRE TEMOS RAPOSAS AQUI SABIA?
VOCE CHEGAR AQUI É TAK LEGAL
*abraça o Henry
H: *sente o calor do corpo do cara como se ele tivesse ha 6 horas no sol
Ne: *bota mão no braço do arthur

Ar: *solta abraço
hm?
Ne: sabe onde tá o shi?
Ar: lá dentro, xingando todo mundo como de costume
Ne: meeeh que bosta hein
fica bem Arthur, a gente tá indo
*bebe mais um pouquinho do suco
Ar: falow falow, até logo
H: cara simpatico
Ne: ele é, as pessoas daqui normalmente são legais
L: normalmente?
Ne: tem gente aqui que age como se tivesse morrido ontem, e infelizmente é quem a gente tem que encontrar
??²: OOOOO NEVASKA!!!
*da um soquinho na cabeça dela
Ne: Winry?
Wi: muito tempo né?
Ne: eu não venho aqui faz um tempo...
gente, essa é a Winry, ela é da equipe de exploração e ela controla a água
ela é super rápida e super incrível
*bebe mais um pouco do suco
Wi: *dá um tapão nas costas da nevaska
AH QHE ISSO
Ne: *cospe o suco todo
o shi ta dentro do quartel?
Wi: sim.
{percebe-se que elas falam MT sério qnd se trata desse cara ai}
H: ....
**eles sobem numa escadinha que da pra uma árvore e lá eles encontram um escritório cheio de armas e uma cadeira virada
Ne: shibaru?
**vem uma faca voando
Ne: *segura
de novo?
Sh: *vira a cadeira
não vem a três anos, o que você quer agora?
Ne: temos novos membros, pode registrar eles?
Sh: nem se os porcos voarem
Ne: que? como assim não
Sh: você não pode voltar depois de tanto tempo com duas pessoas aleatórias querendo enfiar ela na nossa associação
Ne: como assim, quando eu tava aqui não era assim
Sh: porque você era líder talvez?
Ne: e quando eu saio você muda tudo?
Sh: olha só, respeito e calma são a chave para o universo
então trate de aderir *levanta
{Shibaru tem o cabelo azul escuro usa uma jaqueta preta com uma blusa branca e uma calça jeans e ele é BEM ALTO MESMO deve ter uns 1,80}
Sh: *vai em direção da nevaska
pra sua sorte nos temos missões para vocês e se conseguirem resolver
talvez eu reabra o seu grupinho
Ne: que missão então
Sh: suspeito e tenho quase certeza de que o pessoal do templo da areia tá envolvido com a morte de alguns dragões por la, talvez eles estejam usando algo pra matar eles tendo em vista que um dragão não ia morrer pro elemento areia ou parecido
Ne: °-°
você acha que é um?
Sh: anel...
H: anel?
L: anel?
Ne: ...
Sh: não falou pra eles, Nevaska?
hmmm bem
anéis que carregam ambars com poderes dos antigos guardiões de cada elemento
os guardiões eram aqueles que ensinavam os elementos pros guerreiros qud passaram de geração em geração
Ne: mas aí a ambição subiu a cabeça e mataram os guardiões pra roubarem a sabedoria e o poder
Sh: exato.
recuperar esse poder e talvez restaurar os guardiões seria um dos objetivos da resistência
então, estamos aí pra tudo
Ne: ultimamente esses casos de dragões mortos têm acontecido pra cacete e a gente não sabe o porquê
Sh: poder.
Ne: hm?
Sh: poder.
H: poder?
L: ~FODER?~
Sh: poder é algo que muitas pessoas querem hoje em dia
já que tudo leva a isso
H: como assim
Ne: é oq eu já te disse, o reino manda na gente com poder, e pra revidar a gente precisa de mais poder
então todo mundo aqui procura poder
Sh: menos nos, a gente procura justiça
H: ....
Sh: mas é, se vocês fizerem a missão e recuperarem o anel eu dou o distintivo
Ne: vem com a gente?
Sh: nao, EU tenho coisa mais úteis pra fazer.
eu vou ao palácio do mar
Ne: fazer o que lá
Sh: essa missão em específico vocês não precisam saber.
H: °°
L: ue...
Ne: 😪 complicado
Sh: se me dão licença *abre a porta e sai
H: ... e agora?
Ne: *procurando umas coisas
é, não tá aqui
vamos pro ferreiro
*abre a porta e sai
H e L: ferreiro?
**chegando lá
Ne: *abre a porta que toca um sininho
??³: *olha pra trás {é um cara de cabelo e barba preta, super gigante com uma roupa de couro e uma calça}
OOOOO NEVASKA
Ne: eai ferreiro
??³: Oooo quanto tempo
H: ola... ferreiro né?
Sa: meu nome é Sakiro mas pode me chamar de saki
H: saki... legal
L: SAMUEL?
Sa: nao, saki.
Ne: a gente pode entrar aí e escolher algumas armas?
no caso eles né
a gente vai numa missão agora e-
Sa: OOOOO MAS POR QUE NAO PEDIU ANTES?
entra aí
H: woooooow
L: quanta coisa
Ne: escolham qualquer uma
H: *vê uma espada 3 vezes maior q ele
essa não
*vê uma adaga
essa também não
**enquanto ele tá mexendo cai uma espada na cabeça dele
AI u-ue
*olha pra espada e vê o reflexo do próprio rosto nela e no cabo de ouro
{pensa numa espada de pirata, é isso aí}
H: BELEZA EU VOU PEGAR ESSA AQHI
L: *pensando
Ne: eai, não vai escolher não?
L: EU TO PENSANDO Ô TIA
*vê uma espada que chega perto de ser uma ninjato mas não é (é tipo a espada do kazuma)
eu acho que... não. espada é coisa de político.
tem um arco não?
Ne: tem esse aqui *pega um arco bolado horizontal digno de um legolas
L: OOOO ISSO É MELHOR QUE A LEGISLAÇÃO DA INDONÉSIA
Ne: então tá decidido! aqui, ferreiro, são essas
Sa: *pega as espada do Henry e remenda ela e tal
*troca a corda do arco
prontinho, tá aqui suas armas
H: OOO GG
L: MULEEEQUE
Ne: hehehe agora vamos!
**saem da loja
Ne: antes da gente ir, tem algo que eu tenho que mostrar a vocês...
*vai em frente a uma parede
*tira uma das luvas e lambe o próprio dedo
*põe o dedo na parede e a parede começa a abrir
**se revela um grande estádio dentro de uma caverna
H: OOOOO
L: OOoo
Ne: a gente tem que treinar, vocês são meio toscos ainda
SEJAM BEM VINDOS!!! A Teikō
a arena de treinamento da resistência!
H: !!!
L: woooooow
Ne: vocês nunca lutaram de verdade né
**se posicionam a Nevaska de um lado e o Henry e o lusk de outro
Ne: AGORA EU VOU TREINAR VOCÊS DE VERDADE CARAMBA
*a voz dela ecoa
H: AI SIM
L: finalmente serei treinado..
Ne: PRIMEIRO, HENRY
H: oi
Ne: toma cuidado com a sua cauda, raposas são extremamente sensíveis aí, e isso é a nossa fraqueza
ENTÃO NAO DEIXA ACERTAREM AÍ
L: é, realmente, acertar lá atrás seria desinteressante.
Ne: E LUSK VOCE LUTA MUITO BEM
MAS PROCURA FOCAR NO SEU ELEMENTO
L: BELEZA
H: então o que faremos?
Ne: a gente vai descobrir o seu elemento
H: MEU?
Ne: E EU VOU ACABAR COM A RAÇA DE VOCÊS QUERO NEM SABER
*estende as duas mãos e forma a lança de gelo de novo
*começa a girar ela
*para de girar e bate com ela no chão criando um pouco de gelo em volta de si mesmo
*cria um casulo de gelo em volta de si mesma
PRIMEIRA COISA, VCS VAO TER Q ME ACERTAR AQUI
H: ...
L: ...moleza
*faz uma bola de ar
ESFERA DO REDEMOINHO
*joga bola no casulo de gelo que bate mas não causa efeito
H: puts queridão acho q sua bala de ar comprimido não deu muito certo
L: CALA A BOCA TA LEGAL? EU TENTEI PELO MENOS
H: *corre pra cima do casulo e acerta com a espada
*tenta fincar ela
Ne: *faz espinhos de gelo em volta do casulo e joga o Henry pra longe
H: hmmmm *olha o casulo se quebrando quando ela faz isso
°°
LUSK
o casulo fica fraco quando ataca
L: hmmmm...
H: se liga
*finca espada no chão
*sai correndo pra dar um soco no casulo
Ne: *faz os espinhos de novo
H: *troca de lugar com a espada que acerta e racha o casulo
L: gg mas agora você perdeu sua espada né mané
H: VOCE TEM UM FUCKING ARCO ACERTA AQUILO ALI
L: acertar é comigo mesmo
*mira certinho e lança a flecha mas ele erra
H: CACETE VOCE QUER UM OCULOS
to vendo que não vai dar certo fazer isso
faz outro redemoinho de não sei o que lá aí
L: se chama... ESFERA DO REDEMOINHO
*joga a esfera na rachadura que estoura o casulo e da uma grande ventania
Ne: hmmmm beleza
H: hm?
L: •~•
Ne: nada mal, foi mais rápido do que eu pensava...
mas vocês não tão num talk show então não é bom ficar conversando alto
*estende a mão e prende os pés do lusk com gelo
H: *vai pra cima da nevaska e ataca com a espada
Ne: *defende com a lança e chuta o Henry pra longe
*coloca a mão do lado da boca e cria uma bola de neve
BOLA DE NEVE
*lança no Henry
H: *desvia da bola de neve q bate na parede ali
eu nunca pensei que lutar seria tão maneiro
Ne: *olha diretamente pro Henry
hehe..
agora se prepara pro
L: AAAA SUA MALDITA
*atira uma flecha nela
Ne: *cria uma parede de gelo que para a flecha
L: oh
Ne: *vai pra cima do lusk que já tá solto
sabe qual a desvantagem de ter uma arma de longo alcance?
É QUE VOCE NAO ATACA DE PERTO
*acerta uma lançada na cara dele que joga ele pra longe
L: maldita cabeçuda
*junta as mãos
TORNADO BOLADO
H: é cada nome
L: *joga a Nevaska longe
Ne: Henry, tem uma coisa que eu quero te ensinar
*faz uma bola de neve
H: o que?
Ne: REBATE ISSO AQUI
*joga no Henry
H: O QUE
*leva uma bolada muito forte de neve no estômago e cai no chão
ai
Ne: peguei pesado?
H: *levanta VICE NEM ME FALA COMO QUE REFLETE COMO É QUE EU VOU SABER
L: O SEU COLCHONETE
Ne: aiaiai
HENRY
H: oi
Ne: direciona a sua mana pra espada
*estende a lança e faz o mesmo
*fecha os olhos
assim que você faz isso, a mana é como um espelho que reflete mínimas partículas de luz fazendo você ver a sua própria cara
é mais ou menos isso
mas concentrando com velocidade
você reflete o ataque e ele se torna seu
pensa num espelho
*olha pra lança e o reflexo dela mesma na ponta feita de gelo
H: como um espelho?
Ne: *lança outra bola de neve nele
H: espelho...
*consegue sentir a mana fluindo na lâmina
*e então quando chega o ataque ele sente a velocidade e vai com tudo direcionando o ataque de volta como se fosse ele concentrando a mana na espada
REFLEXO DE LUZ
Ne: *desvia
**bola de neve explode atrás dela
é isso, uma habilidade exclusiva das raposas
H: wooooah
L: E EU?
Ne: ei lusk, foca mais em um só ataque, depois você pensa nos outros
eu gostei muito dessa sua bolinha
H: a bola de gude arejada?
L: É ESFERA DO REDEMOINHO SEU HERBÍVORO
mas então...
*faz a esfera na mão
DEPENDENDO ELA FICA MUITO MAIS FORTE
*concsntra todas as energias nela e faz uma super bola maciça na mão
pesado
*lança ela bem rápido na direção da nevaska
Ne: *DESVIA MUITO POR POUCO
QUALÉ MANÉ TA TENTANDO ME MATAR
L: nao era esse o objetivo
Ne: CLARO QUE NÃO
a enfim, eu acho que tá tudo bem por agora
*bate a lança no chão e quebra ela
VAMOS NESSA PESSOAL
**chegam na porta de um caminho de árvores
{la tem um monte de cavalo preso, e olhando tem vários mapas e plaquinhas mostrando onde tão as vilas}
Ar: *segura ombro da nevaska
nevaska, você acha que vai ficar tudo bem com eles?
Ne: sim, eu confio neles
você não?
Ar: eu nunca disse nada
[obs: quando o Art aparecer a sigla dele ou vai ser AT ou ART mesmo]
Ne: eu tenho que ir
*puxa um cavalo
H: um cavalo só?
L: ele aguenta?
Ne: eu e henry valemos por 0,5 pessoa e o lusk por 0,8
L: como você calculou isso?
Ne: eu não calculei
L: porra.
**sobe Nevaska na frente, Henry no meio, e lusk atrás
(o cavalo nem sequer se mexe, parece a coisa mais fácil do mundo levar esses 3)
Ne: viu?
L: meu deus quantos quilos vocês tem?
Ne: vamos!
*faz um movimento lá e o cavalo começa a andar pra longe
Ar: *olhando
Wi: *encosta no Arthur
Arthur eu encontrei algo estranho...
Ar: o que houve
Wi: no quarto do shibaru... ele deixou umas anotações...
*mostra pro Arthur
Ar: *lê
*vê desenhos de um cristal da água e um guardião
guardioes de agua?
Wi: *vira página pra ele
Ar: ... *lê
Hoje eu ------(folha arrancada)
e me inflitrar na ordem ---------
roubar um certo alguém
Ar: você acha que?
Wi: sim.
Ar: vamos investigar isso
*saem correndo em direção a casa principal
...
No próximo episódio
NAJIYU EP 5
Escrituras de uma antiga pirâmide de espelhos...
🖤
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2020.08.21 22:15 angry_shoebill A Estrela - Arthur C. Clarke

A Estrela (Arthur Charles Clarke)
Estamos a 3.000 anos-luz do Vaticano. Um dia, acreditei que o espaço não tinha poderes sobre a fé, assim como acreditava que os céus proclamariam a glória da obra de Deus. Agora, já vi essa obra e minha fé se encontra seriamente abalada. Olho para o crucifixo, suspenso na parede da cabine, acima do computador Mark VI, e pela primeira vez em minha vida me pergunto se não será um símbolo vazio.
Ainda não contei a ninguém, mas a verdade não pode ser escondida. Os fatos estão lá para todos lerem, registrados em quilômetros sem conta de fita magnética e nos milhares de fotografias que transportamos de volta à Terra. Outros cientistas poderão interpretá-las tão facilmente quanto eu, e não serei eu quem vai compactuar em ocultar a verdade, fato quase sempre responsável pela má fama da nossa ordem nos velhos dias.
A tripulação já se encontra suficientemente deprimida e não sei como eles aceitarão esta ironia final. Poucos dentre eles possuem qualquer tipo de fé religiosa e, no entanto, não encontrarão prazer em usar essa arma final em sua campanha contra mim. Aquela guerrinha particular, bem-humorada, mas de fundamental importância, que transcorreu durante todo o caminho desde a Terra. Eles achavam divertido ter um jesuíta como astrofísico-chefe: o Dr. Chandler, por exemplo, nunca se acostumou com isso (por que será que os médicos são tão ateus?). Algumas vezes ele me encontrava no convés de observação, onde as luzes eram sempre reduzidas, de modo a que as estrelas pudessem brilhar em toda a sua glória. Ficava ao meu lado na penumbra, olhando através da grande janela oval para os céus que se moviam lentamente à nossa volta, enquanto a nave girava, com a rotação residual, que nunca nos incomodaríamos em corrigir.
– Bem, padre – dizia ele, afinal -, parece prolongar-se para sempre, não? Talvez alguma coisa o tenha criado. Mas como pode acreditar que essa alguma coisa tenha um interesse especial por nós e nosso mundinho miserável, nunca poderei entender.
E a discussão começava enquanto, lá fora, estrelas e nebulosas giravam em seus arcos eternos e silenciosos, além do plástico claro e sem falhas da vigia de observação.
Acredito que, em grande parte, era a aparente incongruência de minha posição que fazia a tripulação achar a coisa tão divertida. Seria inútil eu chamar a atenção para os meus três artigos publicados no jornal de Astrofísica ou os cinco no Noticias Mensais da Real Sociedade Astronômica. Lembrava-lhes que a minha ordem era famosa há muito tempo por seus trabalhos científicos. Nós podemos ser poucos agora, mas desde o século XVIII temos feito contribuições à astronomia e à geografia que parecem fora de proporção com o número de nossos quadros. Será que meu relatório sobre a nebulosa Fênix vai pôr fim a nossos mil anos de história? Porá fim, receio, a muito mais que isso.
Não sei quem deu esse nome à nebulosa, que me parece muito inadequado. Se contém alguma profecia, é coisa que não será verificada durante vários bilhões de anos. Mesmo a palavra nebulosa é um engano: trata-se de um objeto muito menor do que aquelas estupendas nuvens de poeira – a matéria-prima das estrelas ainda por nascer – que se espalham ao longo da Via-Láctea. Na escala cósmica, de fato, a nebulosa Fênix é algo pequeno – uma tênue concha de gás envolvendo uma única estrela…
Ou o que sobrou de uma estrela …
O retrato de Loyola feito por Rubens parece zombar de mim, suspenso ali, acima dos registros do espectrofotômetro. O que tu terias feito, padre, com este conhecimento que veio às minhas mãos, tão longe do pequeno mundo que foi todo o universo que conheceste? Teria tua fé se erguido ante o desafio onde a minha falhou? Teu olhar se perde na distância, padre, mas eu viajei por uma distância além de qualquer uma que pudeste ter imaginado ao fundar a nossa ordem, há mil anos. Nenhuma outra nave de pesquisa esteve tão longe da Terra. Encontramo-nos nas fronteiras do universo explorado. Partimos para encontrar a nebulosa Fênix, tivemos sucesso e agora voltamos com o peso de nossos conhecimentos. Quisera eu poder erguer esse peso dos meus ombros, mas é em vão que te chamo através dos séculos e anos-luz que nos separam.
No livro que seguras, as palavras são nítidas:
AD MAIOREM DEI GLORIAM, diz a mensagem, mas é uma mensagem em que não mais posso crer. Poderias ainda acreditar nela se pudesses ver o que encontramos?
Nós sabíamos, é claro, o que era a nebulosa Fênix. Apenas em nossa galáxia, a cada ano, mais de 100 estrelas explodem, queimando durante algumas horas ou dias com milhares de vezes o seu brilho normal antes de mergulharem na morte e na obscuridade. Essas são as novas normais, desastres comuns no universo. Já gravei espectrogramas e curvas de luminosidade de dúzias delas, desde que comecei a trabalhar no observatório lunar.
Mas três ou quatro vezes a cada mil anos ocorre alguma coisa, ao lado da qual até mesmo uma nova empalidece na total insignificância.
Quando uma estrela se torna supernova, ela pode brilhar brevemente mais que todos os sóis reunidos na galáxia. Os astrônomos chineses observaram isso acontecer no ano 1054 d.C. sem conhecerem a razão do que viam. Cinco séculos depois, em 1572, uma super-‘ nova explodiu na constelação de Cassiopéia, tão brilhante que podia ser vista à luz do dia. E houve mais três durante os mil anos que se passaram desde.então.
Nossa missão era visitar o remanescente de semelhante catástrofe, tentando reconstruir os eventos que haviam conduzido a ela para, se possível, aprender sua causa. Entramos lentamente através das conchas concêntricas de gás que haviam sido lançadas para fora há seis mil anos e ainda se expandiam. Ainda estavam imensamente quentes, irradiando mesmo agora numa violenta luz violeta, mas eram demasiado tênues para nos causar qualquer dano. Quando uma estrela explode, suas camadas externas são impulsionadas para fora com tamanha velocidade que escapam completamente ao seu campo gravitacional.
Agora formavam essa concha oca, grande o suficiente para envolver mil sistemas solares. Em seu centro queimava o objeto pequeno e fantástico em que a estrela se tornara. Uma anã branca, menor do que a Terra e no entanto pesando um milhão de vezes mais.
As conchas de gás luminoso nos envolviam banindo a noite normal do espaço ínterestelar. Voávamos para o centro de uma bomba cósmica que detonara há milênios, e cujos fragmentos incandescentes ainda se expandiam. A imensa escala da explosão e o fato de que os resíduos já cobriam um volume de espaço com muitos bilhões de quilômetros de diâmetro roubavam à cena qualquer movimento visível. Levaria décadas para que a visão pudesse discernir qualquer movimento nesses tortuosos filamentos e redemoinhos de gás. E, no entanto, o sentimento de uma expansão turbulenta era irresistível.
Havíamos verificado nossa direção básica horas atrás e agora flutuávamos lentamente rumo à pequenina e fogosa estrela à nossa frente. Ela já fora um sol como o nosso, mas consumira em algumas horas toda a energia que a teria mantido brilhando por um milhão de anos. Agora se tornara avarenta e encolhida, reunindo seus recursos como se tentasse compensar os excessos de uma juventude perdulária.
Ninguém esperava seriamente que pudéssemos encontrar planetas. Se houvesse existido algum antes da explosão, teria sido cozido em sopros de vapor e sua substância dissolvida em meio aos resíduos da estrela. Ainda assim fizemos a busca automática, como sempre fazemos ao nos aproximarmos de um sol desconhecido. Dentro em pouco localizamos um mundo pequeno, circundando a estrela a imensa distância. Ele devia ter sido o Plutão desse desaparecido sistema solar, orbitando nas fronteiras da noite. Demasiado afastado do sol central para jamais ter conhecido a vida, sua distância salvara-o do destino que consumira todos os seus companheiros.
A passagem do fogo queimara suas rochas, dissolvendo o manto de gás congelado que devia cobri-lo nos dias anteriores ao desastre. Nós pousamos e descobrimos a Cripta.
Seus construtores se haviam assegurado de que isso ocorreria. O marco monolítico erguido acima da entrada não passava agora de um toco fundido, mas mesmo nossas fotos de longa distância já nos revelavam existir ali o trabalho de uma inteligência. Pouco depois detectamos o padrão de radioatividade, amplo como um continente, que fora embutido na rocha. Mesmo que o pilar acima da Cripta tivesse sido destruído, essa energia teria permanecido, um eterno e irremovível farol acenando para as estrelas. Nossa nave mergulhou como uma flecha em direção a esse gigantesco alvo.
O pilar devia ter uma altura de I,5 km quando foi construído. Agora parecia uma vela que se derretera até formar um monte de cera. Levamos uma semana para perfurar a rocha fundida, já que não tínhamos ferramentas adequadas para essa tarefa. Éramos astrônomos, não arqueólogos, mas podíamos improvisar. Nosso propósito original fora esquecido: esse monumento solitário, erguido com tamanho esforço à maior distância possível do sol condenado, só poderia ter um significado. Uma civilização que tinha consciência de seu fim próximo fizera ali seu último apelo à imortalidade.
Examinar todos os tesouros depositados na Cripta será trabalho para gerações. Eles tiveram muito tempo para se preparar, já que seu sol deve ter dado os primeiros avisos muitos anos antes da detonação final. Tudo o que desejavam preservar, todos os frutos de seu gênio, eles depositaram ali, naquele mundo distante, dias antes do fim, na esperança de que alguma outra raça os encontrasse, para que não fossem inteiramente esquecidos. Teríamos nos portado desse modo? Ou teríamos nos perdido em nossa própria autocomiseração, incapazes de pensar num futuro que nunca poderíamos ver ou compartilhar?
Se ao menos eles tivessem tido um pouco mais de tempo … Podiam viajar livremente entre os planetas de seu próprio sol, mas ainda não haviam aprendido a cruzar os golfos interestelares, e o sistema solar mais próximo encontrava-se a 100 anos-luz de distância. Mas mesmo que possuíssem o segredo do impulso transfinito, não mais que uns poucos milhões poderiam ter sido salvos. Talvez tenha sido melhor assim.
Mesmo que eles não fossem tão perturbadoramente humanos, como revelam suas esculturas, não poderíamos deixar de admirá-los e lamentar seu destino. Eles deixaram milhares de registros visuais, juntamente com minuciosas máquinas para projetá-los. Havia instruções ‘pictóricas, de modo que não fosse difícil aprender a sua linguagem escrita. Temos examinado muitas dessas gravações, trazendo de volta à vida, pela primeira vez em seis mil anos, todo o calor e a beleza de uma civilização que, em muitos aspectos, deve ter sido bem superior à nossa. Talvez eles tenham deixado apenas seu lado melhor, mas ninguém poderá condená-los por isso. Seus mundos, contudo, eram adoráveis e suas cidades, erguidas com uma graça que iguala qualquer coisa já feita pelo homem. Nós os observamos no trabalho e nas diversões, ouvimos sua linguagem musical soando através dos séculos. E uma cena permanece ante meus olhos. Um grupo de crianças numa praia de estranha areia azul, brincando nas ondas como as crianças brincam na Terra. Há uma fileira de árvores exóticas, que lembram chicotes, ao longo da praia, e algum animal muito grande aparece, atravessando os baixios, sem atrair atenção.
Mergulhando no mar, ainda cálido e generoso, vemos o sol que logo se tornaria traidor, apagando toda essa felicidade inocente.
Talvez se não estivéssemos tão longe de casa, e portanto tão vulneráveis à solidão, não ficássemos tão profundamente comovidos. Muitos de nós já observaram as ruínas de antigas civilizações em outros mundos, mas elas nunca nos afetaram tão profundamente. Essa tragédia era única. Uma coisa é uma raça falhar e morrer, como nações e culturas já o fizeram na Terra. Mas ser destruída tão completamente, em pleno ápice de seu desenvolvimento, sem deixar qualquer sobrevivente – como tal coisa poderia conciliar-se com a misericórdia divina?
Meus colegas já perguntaram isso e eu dei as respostas que pude. Talvez tivesses feito melhor, padre Loyola, mas nada encontrei no Exercitia Spiritualia que me ajudasse nessa tarefa. Eles não eram gente má: não sei que deuses adoravam, se é que adoravam algum. Mas tenho olhado para eles através do abismo dos séculos e vi a beleza que preservaram em seu último esforço sendo de novo trazida à luz de seu sol encolhido. Eles poderiam ter-nos ensinado tanto. Por que foram destruídos?
Conheço as respostas que meus colegas darão quando estiverem de volta à Terra. Dirão que o universo não possui propósito ou plano, e que de vez que 100 sóis explodem, a cada ano, em nossa galáxia, neste exato momento alguma raça está morrendo nas profundezas do espaço. Se essa raça fez o bem ou o mal durante sua existência, não faz qualquer diferença no final. Não há justiça divina porque não existe Deus.
É claro que o que vimos não prova nada disso. Qualquer um que assim afirme está sendo influenciado pela emoção, não pela lógica. Deus não necessita justificar suas ações perante o Homem. Ele, que construiu o universo, pode destruí-lo quando quiser. Constitui arrogância – perigosamente próxima da blasfêmia – pensar que podemos dizer o que Ele pode ou não fazer.
Isso eu teria aceito, não importando quão dolorosa fosse a perspectiva de mundos inteiros, juntamente com seus povos, sendo lançados em fornalhas. Mas chega um ponto em que até mesmo a mais profunda fé pode vacilar, e agora, quando olho para os cálculos colocados diante de mim, percebo que afinal cheguei a esse ponto.
Não podíamos dizer, antes de alcançar a nebulosa, há quanto tempo ocorrera a explosão. Agora, partindo da evidência astronômica e dos registros nas rochas daquele único planeta sobrevivente, fui capaz de datá-la com precisão. E sei em que ano a luz desse incêndio colossal chegou à Terra. Sei o quanto essa supernova, cujo cadáver agora se apaga atrás de nossa nave em aceleração, deve ter brilhado nos céus da Terra. Sei como deve ter fulgurado, baixa sobre o horizonte do leste, antes do nascer do Sol, como um farol na alvorada oriental.
Não pode haver mais dúvida. O mistério ancestral foi finalmente solucionado. E no entanto, ó Deus!, havia tantas estrelas que poderias ter usado. Qual a necessidade de lançar essas pessoas ao fogo para que o símbolo de sua morte pudesse brilhar acima de Belém?
Traduzido por Carlos Cardoso
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2020.08.18 01:59 EuRoddy Sou rejeitado por ser fora dos padrões

Amigos, preciso de ajuda.
Sou homem, carioca, tenho 28 anos, sou negro e gay. Embora eu seja uma pessoa normal, não tenho traços bonitos, meu rosto é coberto de cicatrizes e manchas de acne e foliculite, sou alto e desengonçado e sempre tive dificuldade em ganhar peso. Ou seja, sou feio. Talvez isso não seria um problema se minha vida não fosse tão triste...
Desde muito pequeno, sempre soube que era diferente. Embora gostasse de "coisas de menino", sempre percebi que a figura masculina me atraia muito mais que a feminina. Mas, por conta do enorme preconceito do ambiente familiar e na escola, tentei, por muitos e muitos anos, refrear qualquer tipo de sentimento homoafetivo. Sempre busquei me aproximar dos homens apenas como forma de amizade. Felizmente, pude ter alguns amigos ao longo dos ensinos fundamental, médio e superior. Apesar disso, o bullying foi uma constante na minha vida. Sempre fui humilhado, ridicularizado e até agredido fisicamente na minha infância e adolescência por ser um menino sensível, péssimo nos esportes e, sim, feio. Não bastasse a humilhação por parte dos meninos, também era rejeitado por muitas meninas. Na minha tentativa fracassada de tentar ser hétero, acumulei apenas frustrações. Conclusão: terminei o ensino médio, com 17 anos sem sequer ter beijado na boca.
Entre 2010 e início de 2012, passei um dos períodos mais solitários da minha vida. E foi nesse período que minha saúde mental piorou. Ao ter meu primeiro contato com a pornografia gay, me dei conta de que por mais que tentasse, era impossível mudar a minha natureza. Ou seja, eu era gay e teria que me conformar. Porém, logo me dei conta de que ser gay não seria fácil. Além de ter a certeza de que jamais poderia me assumir por conta da religião da minha família, me dei conta de que o meio gay tem um gosto em que não me encaixava: homens brancos, musculosos e bonitos. Exatamente o contrário do que sou.
Quando comecei a faculdade, felizmente encontrei um ambiente diferente de tudo que até então tinha experimentado. Mantendo minha sexualidade escondida, fiz amizades, fui respeitado, saí, me diverti. Porém, faltava algo. Nunca havia namorado. Sequer tinha ficado com alguém. Estava eu com 23 anos sem sequer saber o que era tocar em uma pessoa. Até que, por influencia de amigos, cometi um dos piores erros da minha vida. Tentei namorar uma amiga, a única pessoa que, até então, demonstrou abertamente ter gostado de mim como homem. Meu desespero em me sentir uma pessoa normal falou mais alto, e eu investi nesse relacionamento desde o princípio fadado ao fracasso. Foi nela em quem dei meu primeiro beijo. Mas foi só isso. Embora eu tentasse, não sentia atração sexual por ela. Por mais carinhosa que fosse, eu sabia que não era aquilo que eu queria pra mim. Mas eu não poderia dizer porque tinha vergonha e medo demais para assumir que era gay. Até que um dia, tivemos uma discussão por conta de um amigo que ela não gostava e nossa tentativa de ficada acabou poucos meses depois. Pelo menos eu saí da faculdade tendo beijado na boca. Mas ainda virgem. Aos 25 anos...
O tempo passa. Me limito a saciar minha sexualidade com pornografia e masturbação. Mas só quando dava, porque dividia o quarto com meu irmão. Em 2018 entro no mestrado. Pouco mais de um ano depois, começo a escrever minha dissertação, termino meu estágio numa boa empresa e agora tenho tempo de sobra pra ficar em casa. E foi aí que a coisa piorou mais ainda. Novamente solitário, vieram a ansiedade e os sintomas de depressão. Não tinha ânimo para nada, sentia apenas o desespero por viver uma vida de merda, sem emprego, fazendo algo que detestava, e sem nunca ter tido a oportunidade de ser quem eu realmente era. Até que, decido a finalmente viver minha sexualidade, criei uma conta em um app de encontros gay, o Grindr. Tentando ter minha primeira experiência sexual, já aos 27 anos, acabei dando de cara com outra realidade: a do preconceito no mundo gay. Sendo negro, pobre, magro e fora de qualquer ideal estético, só encontrei mais rejeição. Algumas poucas e raríssimas vezes, tive momentos de felicidade ao não ser bloqueado por alguns caras, a maioria desses apenas por causa do meu pênis, certamente a minha única qualidade reconhecida pelos gays. Por quatro meses, busquei me relacionar com alguém, sem nenhum êxito. Até que em 4 de março desse ano, tive a chance que mais queria. Perder a virgindade. Mas o que parecia bom, foi na verdade uma das piores sensações da minha vida. Ao chegar na casa do rapaz, que morava a uns 500m da minha casa, me foi dado apenas o direito de fazer sexo oral e receber o esperma dele. Migalhando um pouco de prazer, me arrisquei fazendo sexo sem camisinha com um cara que nunca tinha visto na vida. Não rolou beijo, não rolou conversa, não rolou carinho. Apenas tive 10 minutos de sexo e fui pra casa. Uma semana depois, conheci outro cara, de 38 anos, lindo. Definitivamente a melhor coisa que poderia acontecer. Quando nos encontramos, ele pegou na minha mão, conversou comigo e me deixou à vontade. E transamos. Ou melhor, tentamos. Dessa vez, a minha total inexperiência me brochou. Ele gozou, eu não. Aliás, também não gozei na minha primeira transa. Perguntei a esse cara se eu o tinha decepcionado, ele disse que não, que deu errado pelo nervosismo. Acreditei nisso. Até que um dia, ele me chamou para ir à casa dele, à noite. Por medo de dar errado de novo, e pra não gerar desconfiança em casa, não fui. E o cara que eu achei compreensivo, e o primeiro homem que beijei, aos 27 anos, passou a me ignorar. Semana passada, tive uma das piores crises de ansiedade que já senti. Chorei de domingo a sexta. Tentando me aproximar dele de novo, pedi sua ajuda. Disse que estava me sentindo mal. Perguntei a ele se ele tinha me achado realmente atraente, se ele sentiu tesão em mim. Ele disse que iria responder, que estava digitando e que mandaria a resposta quando pudesse. Até agora nenhuma resposta. Me senti rejeitado de novo. Mas nada está ruim que não possa piorar...
Continuando minha busca por viver minha sexualidade, encontro cada vez mais nãos. Quando inicio uma conversa enfiando foto, sou bloqueado. E nas situações em que a conversa passa do oi, todo interesse do outro lado acaba quando mostro meu rosto e meu corpo. Cada vez mais minha autoestima diminui. Me sinto um lixo. Desde janeiro faço academia, já ganhei peso (embora ainda magro), tenho cuidado da pele do rosto e já até adotei um penteado mais moderno, mas tudo que eu tento fazer para ser alguém atraente de nada adianta. Sou preterido por ser fora dos padrões. Me sinto feliz por saber que ao menos uma vez pude beijar e me relacionar com alguém. Mas a certeza de que dificilmente irei encontrar alguém com quem possa dividir bons momentos me entristece demais. Aos 28 anos, nunca namorei. Nunca soube o que é me apaixonar. Não sei o que é sair com um namorado. Não sei o que é ser amado. E por mais que eu tente ser bom nas outras áreas da minha, a solidão é dolorosa demais. Sinto vontade de morrer. Minha comunidade me rejeita.
Sou infeliz.
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2019.12.18 02:22 Viajeiro_no_Peru Gastronomia Peru para sua viagem a Machu Picchu

Até um tempo atrás, algumas pessoas tinham tempo para apreciar a comida peruana na “cidade dos Reis” Lima; Hoje, Lima é a Capital Gastronômica da América” e a Meca da culinária peruana; estima-se que cerca de 200.000 pessoas tenham vindo a Lima para comer; e se você estiver a caminho de Machu Picchu em Cusco, recomendamos que você aprecie a comida peruana.
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Viajar é voar! Quanto você mais viaja, mais sabe e faz muitos mais amigos. Monte seu próprio roteiro nos Pacotes Machu Picchu
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Cozinha peruana
A gastronomia do Peru é considerada uma das melhores do mundo; sua fusão deriva de uma mistura de culturas, sabores e ingredientes ao longo da história; pratos como anticucho do coração, espetos do coração, tacu tacu e carapulcra têm influência africana; A variedade italiana e ceviche de massas e molhos peruanos são os melhores do Peru e têm ótimas especialidades japonesas. No entanto, chineses e muitos outros imigrantes que desembarcaram no porto de Callao também contribuíram. Recomendamos que você experimente pratos Novo-Andina em Cusco.
Melhor gastronomia do Peru
Lima é considerada a jóia escondida da gastronomia no mundo, pois supera a cozinha mais tradicional. Segundo as revistas culinárias mais importantes da Europa, sete dos quinze melhores restaurantes do mundo superam a culinária de países como Itália e França no Peru.
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Um passo fundamental para planejar de melhor forma a viagem a Machu Picchu é reservar o boleto para Machu Picchu
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Conteúdo de comida peruana
O Peru é abençoado com abundantes recursos naturais em 3 regiões naturais; Produtos do Pacífico, produtos andinos, especiarias e peixes da Amazônia, então o chifre da fertilidade é um emblema encontrado no Kalkan peruano. Sei que o Peru produz mais de 3.800 variedades de batatas para dar apenas um exemplo da variedade e tamanho dos ingredientes disponíveis, mas, como dissemos, você não é apenas ingredientes, mas também incríveis fusões culinárias.
Comida peruana em Lima
Pense duas vezes antes de deixar Lima, a maioria das pessoas aproveita a comida peruana antes de vir para Machu Picchu em Cusco. A menos que você seja um gourmet experiente, perceberá que isso será mais difícil do que parece. Nos menus dos restaurantes crioulos, você encontrará uma variedade de pratos quase inimagináveis, pois o Peru tem mais de 500 pratos típicos.
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Seja feliz tirando uma foto da belíssima laguna Humantay, que o deixará maravilhado com a sua cor turquesa e uma montanha coberta da neve mais branca! Veja algumas fotos da trilha Salkantay!
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Comida peruana em Cusco
Os melhores restaurantes de Cusco incluem pratos crioulos e gourmet, bem como pratos Novo-Andina feitos com ingredientes andinos e orgânicos trazidos das vilas dos Incas e vilas do Vale Sagrado do Vale do Sul.
Onde comer em Cusco
Uma das melhores coisas de estar no Peru é que você pode encontrar comidas deliciosas e baratas nos mercados, se não precisar ir a 5 restaurantes de garfo para apreciar comida deliciosa e não se importar muito com o meio ambiente. Como uma experiência culinária experimental.
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Uma das coisas que surpreende do Peru não é apenas sua culinária, mas a Trilha Inca Peru 2020 é igual de maravilhosa! Veja algumas das imagens e surpreenda-se
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Cozinha peruana no seu melhor
Combinada com um senso nacionalista, a criatividade típica peruana permitiu que muitos chefs peruanos criassem alguns dos melhores pratos peruanos fora do Peru. Gastón Acurio, proprietário e chef de vários restaurantes em Lima, Cusco e no exterior, é conhecido como o padrinho da gastronomia peruana.
A culinária peruana compete com Machu Picchu como uma fonte nacional de orgulho.
Quais pratos você deve experimentar?
A fusão veio de todos os lugares. Na década de 60, sabe-se que as elites peruanas não comem comida peruana. O elegante aqui era se você era um cozinheiro francês ou um italiano. A combinação de todos os fatos da história do Peru criou uma das cozinhas mais importantes do mundo. Estes são alguns dos pratos peruanos que você deve viajar para Machu Picchu.
Ceviche (bandeira do Peru)
O “Lomo Saltado”, “Cuy assado” (porquinho da índia), “Pimentos recheados”, o frango assado peruano, e Pachamama.
Outras coisas para experimentar em sua viagem a Machu Picchu
Sopas: Sabe-se que existem mais de 2000 sopas no Peru.
Molhos peruanos: molhos feitos com muitos ingredientes típicos peruanos, como pimenta ou rocato, são uma parte importante da comida peruana.
Doces: O Peru ama doces; Entre as sobremesas que você deve experimentar estão dentro de Lima, arroz com leite, mazamorra roxa, picarons e assim por diante.
Coquetéis: O Peru tem muitas bebidas deliciosas à base de Pisco, a maioria delas do Peru; Experimente “Pisco Sour, ou Machu Picchu, todos feitos com Pisco peruano.
Frutas: Você pode encontrar maçãs, bananas, morangos e outras frutas em todo o mundo, mas se você tiver frutas do Peru, experimente aguaymanto, chirimoya ou pacay.
Batata peruana: Existem evidências científicas de que as batatas foram domesticadas no sudeste do Peru e no noroeste dos Andes bolivianos por 10.000 anos. Aproximadamente 3.800 variedades de batata são cultivadas no Peru.
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Dentro das praias peruanas existem muitos destinos maravilhosos como o Oasis Huacachina Peru
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Pimenta peruana: uma no Peru
Cerca de 300 variedades de pimentas (Chile peruano) e uma parte importante da culinária peruana.
Ervas: As especiarias desempenham um papel fundamental na culinária peruana e variam de região para região. Provavelmente, as ervas mais usadas são coentro, huacatay, tomilho e manjericão, mas é necessário muito mais para os pratos tradicionais peruanos. E muitas ervas são usadas na medicina natural peruana; ayahuasca.
Dificuldade da montanha Huayna Picchu
Por vários anos, Machu Picchu + Huayna Picchu tem sido uma das pessoas mais procuradas na viagem a Machu Picchu; Além de visitar a cidade de Inca Machu Picchu, esse ingresso permite a trilha da montanha Huayna Picchu. Essa montanha é incrível e a subida de uma hora e meia até o topo é considerada uma das caminhadas mais surpreendentes do mundo. No entanto, nem todas as pessoas podem escalar esta montanha.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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