Adultos de encontros

[Encontro Miojo #06] Uma União Abençoada (2º Level, D&D 5e)

2020.10.13 00:10 AdsonLeo [Encontro Miojo #06] Uma União Abençoada (2º Level, D&D 5e)

Olá reddit! Mais um encontro aqui para vocês. Como sempre, também está no meu blog.
Para os mais atentos a inspiração para este encontro será óbvia de cara. Ou talvez nem precise estar tão atento - está no nome de uma das personagens. De toda forma, fiquei receoso com ele no início mas cresceu em mim e gostei da forma como tratei os integrantes e situação. Além de ser mais um focado numa aventura específica mas facilmente adaptável para qualquer cenário.
Este encontro é equilibrado para um grupo de 4 personagens no level 2. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.

Localidade

Uma sala de laboratório que pode estar presente em quase qualquer lugar. A localização imaginada por mim é em uma das muitas cavernas do Underdark e o encontro se passa durante a aventura Out of the Abyss.

Resumo

Durante suas viagens por masmorras e cavernas tão antigas quanto o mundo o grupo se vê no que sobrou de um antigo laboratório. Nele estão presentes duas criaturas - um myconid adulto e o que parece ser um cadáver feminino reanimado. Ambos dançam para uma música inexistente.
Logo é possível descobrir que este cadáver é de uma pesquisadora. Esta morreu envenenada pelo próprio objeto de estudo - o myconid que hoje dança consigo. Em busca das maravilhas mágicas e químicas que os esporos da critura produziam, a pesquisadora não teve tempo ou energia pra cuidar de si e, pouco a pouco, perdeu as forças graças a toxicidade dos produtos que manipulava.
O myconid, platonicamente apaixonado por aquela que o estudou durante meses, utilizou de seus esporos para reanimar o corpo. Ato de amor tão genuíno e ingênuo chamou a atençao de Zuggtmoy, a própria rainha dos fungos, que abençoou a relação e permitiu ao corpo ter consciência e se manter animado por tempo indeterminado.

Uma Dança Alucinante

Ao atravessar uma porta secreta numa masmorra ou virar um curva estreita enquanto seguem para a próxima cidade em busca de refúgio, o grupo se depara com uma passagem. Espiando por ela é possível ver uma sala que servia de laboratório há algum tempo atrás. Existe uma mesa e cadeiras, armários, baús, livros, recipientes de vidro e toda sorte de instrumentos utilizados para pesquisa mágica e química. Fungos diversos cobrem paredes e chão. O lugar é abafado e esporos a milhão flutuam e deixam o ar denso e pesado de respirar.
No centro da sala duas figuras humanoides dançam para uma música que ninguém mais houve. Uma delas, uma drow spore servant (Out of the Abyss, 229) e a outra um myconid sovereign (Monster Manual, 232 com a variação Zuggtomoy's Empowerment presente em OotA, 228).
A spore servant é o cadáver reanimado da pesquisadora Marie Curie. O valor de Inteligência é 10 e ela possui consciência e parte das memória de quando ainda era viva. Uma drow orgulhosa de seu trabalho, ela passava os dias e noites estudando os myconids e vida fungal do Underdark. Nos últimos anos observara toda sorte de efeito produzidos pelos esporos expelidos por essas criaturas. Boa parte dos esporos oferecia baixo risco ou eram danosos o suficiente para ela aprender evitar. Porém, um destes produtos possuía um efeito cumulativo e, virando noites sem descansar para continuar trabalhando, Marie não conseguiu manter seu corpo saudável. Eventualmente ela morreu graças à contaminação.
O myconid é um dos que Marie estudava. Todos os demais foram embora após a morte dela. Este, por sua vez, ao longo dos meses desenvolveu afeto pela pesquisadora e, utilizando de sua habilidade Animating Spores, trouxe o cadáver de volta à vida. Desde então os dois não saíram do antigo laboratório e dão voltas pelo lugar, ensaiando passos de dança tortos.
O corpo animado de Marie deveria deixar este estado após poucas semanas e não possuir consciência alguma, e nenhum dos esporos lançados pelo myconid os faz dançar. Na verdade myconids não sabem nem mesmo o que é dançar ou música. Estes efeitos são causados por Zuggtmoy, rainha dos fungos. Através de sua influência os myconids começam a apresentar comportamentos estranhos, como bailar em sua homenagem para música alguma, ou a produção de esporos mais potentes que podem causar loucura ou mesmo levar a morte através de exaustão.
Uma vez que foi reanimada por esporos, Marie está totalmente à mercê de Zuggtmoy, assim como o myconid. Ela não mais possui interesse na pesquisa e tudo o que quer, como o companheiro, é cultuar eternamente a sua rainha.

O Encontro

Se perceberem os personagens ambos ficam em alerta mas não evitam diálogo. São amigáveis logo de cara e não se opõem caso o grupo queria entrar no lugar. Eles adoram falar sobre o quão bondosa é a rainha, como ela permitiu Marie voltar dos mortos para sempre e que tudo ficará bem assim que todos se entregarem à sua graça. Eles constantemente oferecem ao grupo a chance de receberem a benção da rainha.
[Se algum dos personagens aceitar a bênção, o myconid lança sobre ele esporos especiais. Este personagem recebe o Zuggtmoy's Gift, descrito na página 73 de OotA.]
Marie ou o myconid possuem alguma parte das memória intactas e podem compartilhar detalhes sobre a antiga vida. Eles respondem de forma direta e rápida, como obrigação, preferindo falar sobre a rainha e sua eterna bondade. Se pressionados demais a contar do passado ou se forem contrariados nas suas opiniões sobre a rainha eles começam pouco a pouco se tornar mais hostis. Ficando muito acalorada a discussão um combate pode ser iniciado.
Os dois lutam até a morte. Graças a influência de Zuggtmoy eles entram numa fúria descontrolada se precisarem atacar.
Se forem deixados em paz eles apenas continuam a dançar em louvor. Marie não se importa que os personagens vasculhem suas coisas. É possível encontrar seu diário e notas descrevendo a pesquisa, informações sobre myconids e fungos do Underdark, algumas moedas e até montar o equivalente a um Alchemist's Supplies.
É possível tirá-los do delírio induzido por Zuggtmoy com o uso de magias como Remove Curse ou Greater Restoration. O myconid volta ao normal quando curado. O corpo de Marie tomba no chão e não mais se move. Se isso for feito o myconid entra em estado catatônico e não deixa o lado do corpo. Qualquer tentativa de interação com ele é inútil e não encontra resposta.

O Que Vem Depois?

Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.10.11 05:19 tosfilho Em pensar que a vida, depois de adulto, é isso.

Já faz cinco anos que o ensino médio acabou e, com ele, os tempos mais calmos, monótonos e por isso cativantes. O tempo de encontrar paixões, criar laços, fortalecer amizades, tudo o que ocupa sua mente quando você não se dá conta de que o único objetivo a seguir vai ser sobreviver diariamente. Parece que, quando você cresce, depois de um certo tempo aquele brilho que a vida tinha, apesar de toda dor e imprevistos, desaparece e tudo fica cinza, opaco, sem sentido.
Todas as manhãs eram como uma nova vida iniciando, diariamente. O gélido da brisa batendo no rosto, as piadas sonolentas com os outros que também não estavam ali interessados em saber de álgebra ou o caralho que fosse além de só desfrutar daquelas amizades e do que viesse disso. A volta pra casa com conversas sobre o universo, o tempo e os problemas - pequenos, mas atraentes - que faziam de tudo aquilo uma diversão apaixonante. Diariamente, sentia como se estivesse nascendo de novo, sentindo de novo, porque a adolescência é isso, é se permitir viver.
E hoje em dia é isso, a monotonia que não dá explicações, só acontece e destrói toda e qualquer contestação. Os amigos se foram, as paixões são restritas a conflitos de interesses e carências rasas e passageiras e as motivações são apagadas pelo fardo de se precisar manter um padrão de vida sustentável. Empregos ruins, sem perspectivas, nenhum novo vínculo significativo, encontros e desencontros com o propósito exclusivo de preencher um vazio incompreensível e as oportunidades de usar desconhecidos para fins sociais, econômicos e sexuais, querendo, no fundo, só um abraço sincero, um segurar de mãos para atravessar a rua, um filme no final de semana.
Eu não achei que ser adulto fosse essa merda, essa piada.
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2020.10.05 21:37 oscarsantosrus Recuperando a autoestima após a traição dela. Recomeçando a vida. Abertura para um novo relacionamento.

A minha situação levou ao menos a uma dedução, ninguém é confiável!
Eu, 44 anos (mas todos comentam que tenho cara de 30 e poucos), depois de pouco mais de uma década de casamento com ela, 42 anos (também aparenta ser um pouco mais jovem), não dá para acreditar que a mesma poderia fazer isso (foi em 2019). Tínhamos um bom padrão de vida, nada tão top, mas melhor que muitos casais na nossa faixa e alguns amigos, bons empregos, ríamos e tínhamos tudo aquilo que um casal com o tempo de relacionamento poderia ter, brincadeiras, assuntos, responsabilidades, mas sim, perdemos algumas coisas com o passar do tempo. O sexo foi diminuindo (não eu, sempre corri atrás dela), problemas foram surgindo, deixamos de conversar mais, mas no final sempre saíamos vitoriosos. Sempre estive ao lado dela, e ela alguém que chegou na minha cidade/estado sozinha, saem expectativa alguma, sem amigos, uma pessoa para quem eu sempre me doei, talvez isso não tenha sido amor suficiente, não sei, e olha que passamos por muita coisa complicada.
Sempre fui dedicado, prestativo, ajudador, carinhoso, parceiro, amigo, e esses atributos estão em mim, eu sei, já me falaram por conta dessa situação, não mudarei isso à próxima sortuda que surgir, mas recomeçar tudo de novo, encontrar alguém, o flerte, as fases, e talvez não dê em nada, difícil pra mim ouvir um não. Tenho no pacote várias falhas também, sei que não converso tanto quanto poderia , ou fui perdendo para com ela isso (um ponto que eu sei que tenho que melhorar), mesmo alguns assuntos eu evitava conversar, vergonha talvez, um tipo de receio de não ir de encontro a ela, criar conflito, é até estranho isso um casal.
Eu poderia te-la traído, mas nunca nem passou pela cabeça e nem houve alguma mulher próxima, falo por um período de distanciamento que houve por uns 5 anos devido a trabalho. Sempre fui fiel e tenho caráter, mas da parte dela nunca imaginei, nunca passou pela cabeça, que ela falharia de forma tão ruim. Eu só queria dela amor, fidelidade e dedicação como esposa.
Será que há mulheres atrás de alguém com um perfil assim? Fico na dúvida. Tinha que ser mais fácil as pessoas se conectarem. Até entrei no Tinder, recebi matches interessantes, mas depois sumiam, uma outra aparecia para conversar, mas eu ficava com receio do próximo passo. O que está escrito no perfil poderia não ser a realidade ou não espelhar o mínimo que eu precisasse saber.
Meu objetivo não é sair para sexo, é uma relação de conhecimento, amizade, diversão estendendo para algo futuro se rolar, sexo sim, faz parte do ser humano, do prazer, da relação. Casar? Minha situação me fez uma pessoa muito triste quanto a acreditar nisso, mesmo tendo sido instituída por Deus (que eu creio e sigo), mas sim, evoluindo aí pode-se pensar em morar junto ou algo de papel passado.
O pior é ela não ter aceitado o erro e tentar se justificar, até mesmo perante a família dela. Pirou totalmente a cabeça, passou a viver num mundo completamente diferente de antes.
Tenso demais isso, pior ainda é saber que foi trocado por alguém infiel (casado também), pobre, pé-rapado, sem expectativa (esse sim). Sem denegrir nos comentários, somos adultos, já passamos da fase de adolescência. E ouvir ainda coisas do tipo "nunca te amei", "você é um bom marido" e outros blablas, mas falar sobre não querer mais.
É meio que um desabafo, simplifiquei bastante como foi minha situação no passado recente, mas meu coração não está preso mais a isso, e nem a recaídas, pelo contrário, não sei e nem quero saber da vida dela, quero viver a minha como passei a viver melhor.
Caso alguém queira trocar idéia fora dos comentários pode mandar mensagens privadas que lerei.
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2020.10.05 14:48 umnickqualquer Visita Matinal

O garoto corria tanto quanto a bola. Naquela época, ele chegava junto com os amigos no campinho, pouco depois do meio-dia, ainda com o sol a pino, e o futebol continuava mesmo depois que a luz da tarde morria no horizonte, quando os postes da rua se acendiam e suas mães os mandavam entrar. Bom, agora, daqueles amigos, o homem perdera contato com mais da metade, sua mãe já falecera há 10 anos e os postes da rua não eram mais do que tubos cinzentos com as lâmpadas quebradas, como cadáveres de pedra que por algum motivo permaneciam de pé.
O frio da manhã fez o homem apertar os braços de encontro ao corpo enquanto encarava o terreno baldio diante de si. Ele tinha saído mais cedo de casa e tinha que ficar de olho na hora para não se atrasar para o trabalho, mas, naquele dia, não conseguira sufocar a vontade de apenas passar por ali. A maioria das casas da rua ainda estava em silêncio - incluindo aquela onde ele passara os primeiros 20 anos de sua vida - e uma neblina matinal dava a tudo um ar cinzento, enquanto o homem se lembrava do garoto. Naquela época, ele e os amigos esperavam a manhã inteira pelo fim das aulas, a semana inteira pelo fim de semana, o ano inteiro pelas férias, para estar o máximo possível ali, naquele pequeno pedaço de terra que era o único espaço aberto da rua inteira e que nunca tinha sido grande coisa, mas que era o seu mundo, um espaço diferente de casa, da escola, de todos os outros em que os adultos ditavam as regras. Aquele era um território onde as normas eram conhecidas por todos e zeladas por cada um, um lugar que eles poderiam ter chamado de autônomo, se conhecessem a palavra.
Agora, servia como depósito de lixo para a vizinhança, o canto gramado em que o garoto e os amigos costumavam se sentar pra descansar depois de uma partida atulhado de restos de comida estragada vasculhados pelos animais. O homem olhava da calçada para 20 anos atrás e tentava imaginar o que tinha acontecido com o garoto. Ele sabia, é claro. Adolescência, trabalho, casamento e divórcio. Quando notou que pensava naquele menino como outra pessoa, soube que ele não existia mais. A vida chegou sorrateira, feito um estranho com voz macia pedindo informações, atraindo com doces que se era jovem demais, inocente demais pra recusar.
Aqueles foram bons tempos, com certeza. Entre os jogos de bola, os amigos, o tédio das aulas, a chegada do parque ao bairro a cada seis meses e a presença que parecia eterna dos pais, o garoto poderia acreditar que aquele contentamento tranquilo e constante era o estado natural das coisas. O homem não diria que era infeliz atualmente, apenas que a ideia de felicidade se adaptou à realidade. Tinha um emprego, tinha um filho que via quinzenalmente, tinha saúde e até mesmo saia às vezes, quando não estava muito cansado e algum conhecido o convidava para uma festa de aniversário de casamento ou coisa do tipo.
O garoto só notara que as coisas estavam começando a mudar durante aquela partida, depois do último dia de aula da 8ª série. Tinha sido o dezembro mais quente dos últimos anos, mas o garoto e os amigos não estavam dispostos a deixar passar em branco o fim do ginásio. Eles nem se deram ao trabalho de trocar os uniformes, não iriam mais usá-los, e a bola correu como não fazia há tempos, tão atulhados tinham estado com as provas finais. Não estavam todos ali; alguns estavam saindo com garotos de outras classes, ou já tinham começado uma rotina de estudos para tentar vaga numa escola técnica, ou estavam ocupados com as primeiras namoradas, ou simplesmente tinham perdido o interesse. Aqueles que estavam, porém, jogaram a tarde inteira. O garoto pensara que estavam jogando porque gostavam, porque podiam e porque foi o que sempre fizeram quando estavam juntos. O homem acha que jogaram porque depois de todo o Fundamental juntos estavam indo pra escolas diferentes, porque depois da massa maleável que suas mentes e vontades tinham sido até então, começavam a se solidificar em formas diferentes e sabiam disso, porque estavam crescendo e levaria anos para que aqueles moleques percebessem o quanto isso podia ser traiçoeiro. Quando terminaram o jogo naquele dia já tinha escurecido e a única iluminação do campo eram as lâmpadas dos postes, que começavam a falhar. O garoto se despediu dos amigos naquela noite de modo trivial, do mesmo modo que sempre fizera, e, em algum momento depois daquilo, deu por si como um homem contando os anos que tinham passado. Não se lembrava de outros jogos depois daquele, mal se deu conta de quando deixou de se preocupar com os estudos pra se preocupar com o trabalho – deve ter sido mais ou menos na mesma época em que começaram a jogar lixo no campinho – e às vezes perguntava a algum conhecido da época se ele sabia como estava um ou outro daqueles garotos. Parece que quase todos tinham se mudado ou perdido o contato.
O terreno, porém, continuava ali. Mesmo não morando mais naquela vizinhança, o homem tinha ido até lá no dia em que descobrira que fora reprovado no vestibular, na manhã em que fora demitido do primeiro emprego e alguns dias depois do divórcio. Só pra dar uma passada. Essas vontades de visitar aquele lugar pareciam estar aumentando com o passar dos anos e o homem achava que devia parar com aquilo antes que se tornasse um hábito. Não tinha tempo pra desperdiçar com essas visitas, tinha um trabalho para ir, prestações e uma pensão a pagar, se queria jogar bola devia entrar no clube da empresa e ver se tinha vaga para si no time do setor de contas.
O homem pôs as mãos nos bolsos para protegê-las do frio e começou a andar, deixando para trás o terreno baldio e tomando o caminho do ponto de ônibus. Não costumava pensar no que teria que fazer no serviço, mas sabia que teria bastante trabalho ao decorrer do dia e logo aquela visita seria esquecida. Naquele fim de semana veria o filho, talvez devesse ensiná-lo a jogar bola, se já não soubesse. Por um momento imaginou que deveria falar com ele sobre o garoto, sobre o campinho, sobre aquela tarde de dezembro e sobre acordar assustado como se tivesse ficado dormindo por anos. Achou melhor não. O filho na certa não entenderia, porque também era um garoto e se lhe dissesse algo poderia apenas acelerar o efeito que queria evitar. Não importa a conversa que tivessem, era inevitável, a tarde de dezembro chegaria mais cedo ou mais tarde para ele, então era melhor que ao menos por enquanto ficasse sem saber a quantidade de lixo que as pessoas podem deixar acumular em um campinho abandonado.
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2020.10.02 11:52 a21800948 Ajuda médica

Bom dia.
Gostava de pedir um aconselhamento sobre a situação em que me encontro e peço desculpa pela questão final que provavelmente é banal mas já não vou ao médico há uns valentes anos.
Sou um jovem adulto que Já há uns 3 anos para cá que venho a sofrer de forma intermitente de fortes dores no ombro que irradia para braço e antebraço. Essas dores aparecem gradualmente e vão agravando. Duram á volta de um mês e pouco e acabam por passar, até 3 ou 4 meses depois começar a ter novos episódios. Na sua pior versão durante a noite atingem picos agudos que basicamente fazem com que acorde com dores fortíssimas e não volte a dormir. As coisas pioraram agora com o novo trabalho que tenho que é mais duro fisicamente. Nunca fui ao médico por causa disto, mas num autodiagnóstico rápido, certamente que são dores provenientes de uma tendinite ou algo parecido que não ficou resolvido.
Acontece que acho que preciso de uma vez por todas de tentar resolver isto, mas tal como quase todos os jovens adultos em Portugal, estou apertado a nível de dinheiro. Tenho um fisioterapeuta no ginásio que leva 10 euros por sessão. Se precisar de muitas sessões a coisa fica realmente díficil para mim. Talvez por isso nunca tenha ido ao médico, porque já sei o que me espera na melhor das hipóteses. Na pior é cirurgia ou uma treta pior.
A questão que coloco é a seguinte, se for ao médico de família, para além da taxa que se paga pela consulta, se ele me receitar fisioterapia ela é comparticipada pelo Estado ou tenho de pagar tudo por minha conta.
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2020.09.30 22:19 oscarsantosrus Recuperando a autoestima após a traição dela. Recomeçando a vida. Abertura para um novo relacionamento.

A minha situação levou ao menos a uma dedução, ninguém é confiável!
Eu, 44 anos (mas todos comentam que tenho cara de 30 e poucos), depois de pouco mais de uma década de casamento com ela, 42 anos (também aparenta ser um pouco mais jovem), não dá para acreditar que a mesma poderia fazer isso (foi em 2019). Tínhamos um bom padrão de vida, nada tão top, mas melhor que muitos casais na nossa faixa e alguns amigos, bons empregos, ríamos e tínhamos tudo aquilo que um casal com o tempo de relacionamento poderia ter, brincadeiras, assuntos, responsabilidades, mas sim, perdemos algumas coisas com o passar do tempo. O sexo foi diminuindo (não eu, sempre corri atrás dela), problemas foram surgindo, deixamos de conversar mais, mas no final sempre saíamos vitoriosos.Sempre estive ao lado dela, e ela alguém que chegou na minha cidade/estado sozinha, saem expectativa alguma, sem amigos, uma pessoa para quem eu sempre me doei, talvez isso não tenha sido amor suficiente, não sei, e olha que passamos por muita coisa complicada.
Sempre fui dedicado, prestativo, ajudador, carinhoso, parceiro, amigo, e esses atributos estão em mim, eu sei, já me falaram por conta dessa situação, não mudarei isso à próxima sortuda que surgir, mas recomeçar tudo de novo, encontrar alguém, o flerte, as fases, e talvez não dê em nada, difícil pra mim ouvir um não. Tenho no pacote várias falhas também, sei que não converso tanto quanto poderia , ou fui perdendo para com ela isso (um ponto que eu sei que tenho que melhorar), mesmo alguns assuntos eu evitava conversar, vergonha talvez, um tipo de receio de não ir de encontro a ela, criar conflito, é até estranho isso um casal.
Eu poderia te-la traído, mas nunca nem passou pela cabeça e nem houve alguma mulher próxima, falo por um período de distanciamento que houve por uns 5 anos devido a trabalho. Sempre fui fiel e tenho caráter, mas da parte dela nunca imaginei, nunca passou pela cabeça, que ela falharia de forma tão ruim. Eu só queria dela amor, fidelidade e dedicação como esposa.
Será que há mulheres atrás de alguém com um perfil assim? Fico na dúvida. Tinha que ser mais fácil as pessoas se conectarem. Até entrei no Tinder, recebi matches interessantes, mas depois sumiam, uma outra aparecia para conversar, mas eu ficava com receio do próximo passo. O que está escrito no perfil poderia não ser a realidade ou não espelhar o mínimo que eu precisasse saber.
Meu objetivo não é sair para sexo, é uma relação de conhecimento, amizade, diversão estendendo para algo futuro se rolar, sexo sim, faz parte do ser humano, do prazer, da relação. Casar? Minha situação me fez uma pessoa muito triste quanto a acreditar nisso, mesmo tendo sido instituída por Deus (que eu creio e sigo), mas sim, evoluindo aí pode-se pensar em morar junto ou algo de papel passado.
O pior é ela não ter aceitado o erro e tentar se justificar, até mesmo perante a família dela. Pirou totalmente a cabeça, passou a viver num mundo completamente diferente de antes.
Tenso demais isso, pior ainda é saber que foi trocado por alguém infiel (casado também), pobre, pé-rapado, sem expectativa (esse sim). Sem denegrir nos comentários, somos adultos, já passamos da fase de adolescência. E ouvir ainda coisas do tipo "nunca te amei", "você é um bom marido" e outros blablas, mas falar sobre não querer mais.
É meio que um desabafo, simplifiquei bastante como foi minha situação no passado recente, mas meu coração não está preso mais a isso, e nem a recaídas, pelo contrário, não sei e nem quero saber da vida dela, quero viver a minha como passei a viver melhor.
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2020.09.30 21:42 oscarsantosrus Recuperando a autoestima após a traição dela. Recomeçando a vida. Abertura para um novo relacionamento.

A minha situação levou ao menos a uma dedução, ninguém é confiável!
Eu, 44 anos (mas todos comentam que tenho cara de 30 e poucos), depois de pouco mais de uma década de casamento com ela, 42 anos (também aparenta ser um pouco mais jovem), não dá para acreditar que a mesma poderia fazer isso (foi em 2019). Tínhamos um bom padrão de vida, nada tão top, mas melhor que muitos casais na nossa faixa e alguns amigos, bons empregos, ríamos e tínhamos tudo aquilo que um casal com o tempo de relacionamento poderia ter, brincadeiras, assuntos, responsabilidades, mas sim, perdemos algumas coisas com o passar do tempo. O sexo foi diminuindo (não eu, sempre corri atrás dela), problemas foram surgindo, deixamos de conversar mais, mas no final sempre saíamos vitoriosos. Sempre estive ao lado dela, e ela alguém que chegou na minha cidade/estado sozinha, saem expectativa alguma, sem amigos, uma pessoa para quem eu sempre me doei, talvez isso não tenha sido amor suficiente, não sei, e olha que passamos por muita coisa complicada.
Sempre fui dedicado, prestativo, ajudador, carinhoso, parceiro, amigo, e esses atributos estão em mim, eu sei, já me falaram por conta dessa situação, não mudarei isso à próxima sortuda que surgir, mas recomeçar tudo de novo, encontrar alguém, o flerte, as fases, e talvez não dê em nada, difícil pra mim ouvir um não. Tenho no pacote várias falhas também, sei que não converso tanto quanto poderia , ou fui perdendo para com ela isso (um ponto que eu sei que tenho que melhorar), mesmo alguns assuntos eu evitava conversar, vergonha talvez, um tipo de receio de não ir de encontro a ela, criar conflito, é até estranho isso um casal.
Eu poderia te-la traído, mas nunca nem passou pela cabeça e nem houve alguma mulher próxima, falo por um período de distanciamento que houve por uns 5 anos devido a trabalho. Sempre fui fiel e tenho caráter, mas da parte dela nunca imaginei, nunca passou pela cabeça, que ela falharia de forma tão ruim. Eu só queria dela amor, fidelidade e dedicação como esposa.
Será que há mulheres atrás de alguém com um perfil assim? Fico na dúvida. Tinha que ser mais fácil as pessoas se conectarem. Até entrei no Tinder, recebi matches interessantes, mas depois sumiam, uma outra aparecia para conversar, mas eu ficava com receio do próximo passo. O que está escrito no perfil poderia não ser a realidade ou não espelhar o mínimo que eu precisasse saber.
Meu objetivo não é sair para sexo, é uma relação de conhecimento, amizade, diversão estendendo para algo futuro se rolar, sexo sim, faz parte do ser humano, do prazer, da relação. Casar? Minha situação me fez uma pessoa muito triste quanto a acreditar nisso, mesmo tendo sido instituída por Deus (que eu creio e sigo), mas sim, evoluindo aí pode-se pensar em morar junto ou algo de papel passado.
O pior é ela não ter aceitado o erro e tentar se justificar, até mesmo perante a família dela. Pirou totalmente a cabeça, passou a viver num mundo completamente diferente de antes.
Tenso demais isso, pior ainda é saber que foi trocado por alguém infiel (casado também), pobre, pé-rapado, sem expectativa (esse sim). Sem denegrir nos comentários, somos adultos, já passamos da fase de adolescência. E ouvir ainda coisas do tipo "nunca te amei", "você é um bom marido" e outros blablas, mas falar sobre não querer mais.
É meio que um desabafo, simplifiquei bastante como foi minha situação no passado recente, mas meu coração não está preso mais a isso, e nem a recaídas, pelo contrário, não sei e nem quero saber da vida dela, quero viver a minha como passei a viver melhor.
Caso alguém queira trocar idéia fora dos comentários pode mandar mensagens privadas que lerei.
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2020.09.19 01:02 Niddo_87 Não sei onde tomei a estrada errada vida...

32 anos (33 em breve), trabalho em um lugar ruim com um serviço de merda (atendendo o público), já pensei em "acabar com tudo" mais de uma vez, porém me faltou coragem e eu penso nas pessoas que ainda se importam comigo de verdade.
Queria poder voltar no tempo só um pouco, uns 10 anos e poder falar comigo mesmo, mostrar como as coisas iriam de ladeira abaixo. Pensar que eu achava que estava indo ladeira acima naquela época... As pessoas que entram na minha vida só repetem sempre a mesma coisa: "pare de se martirizar, isso foi no passado, você agora é outro, adulto, maduro e deve enfrentar as coisas como tal". Certo, e como faço isso? Passei toda minha vida sendo tolhido de tudo que quis fazer, sou um filho que não foi planejado (minha mãe achava que não podia engravidar e deu uma sem camisinha com meu pai), meu irmão sempre foi e é colocado em primeiro lugar até hoje.
Sempre fiz de tudo para tentar agradar os outros e acabei me deixando em segundo plano, assim como as pessoas sempre me deixaram em segundo plano. Cresci com uma estima no fundo do poço, nunca fiz nada que gostei e agora me sinto velho e sem motivação para "começar do zero".
Desde pequeno sempre tive meus planos tolhidos para que meus pais tentassem satisfazer suas necessidades e desejos não realizados através de meu irmão. Ele sempre teve prioridade em tudo e inclusive teve oportunidades que eu nunca tive, pois "se o mais velho falhou, provavelmente o mais novo irá falhar também". Isso vai desde querer estudar espanhol (que meu irmão teve a oportunidade e simplesmente jogou fora) a ser aficionado por informática. Consegui convencer meus pais e meu irmão a gastar uma poupança nossa em nosso primeiro PC! E acho que esse foi o ponto mais alto de minha vida. Pois até quando tentei me matricular em um curso de informática (que poderia ter transformado minha vida) eles (meus pais) me obrigaram a fazer inglês. Resultado? Abandonei o curso em 2 semanas, eu nem tinha vontade aprender inglês, gostava mais de espanhol... E não, eu não podia me matricular no curso de informática, eu tinha 14 anos e não tinha renda. Nessa época não existiam tantos tutoriais e a internet ainda engatinhava, então eu não pude ser autodidata nesse aspecto.
Alguns anos se passam e meu pai faleceu, eu tinha 19 anos. Perdido e sozinho em um dos momentos mais cruciais de minha adolescência. Dois anos depois minha avó (que era como uma segunda mãe para mim) também se vai... Mergulho com tudo na cachaça. Desperdiço 3-4 anos de minha vida em bares e festas, estudo? Já tinha encerrado o ensino médio e não pensava em mais nada, na verdade eu só queria que tudo acabasse ali, naqueles anos.
Encontro uma pessoa que, naquele momento, foi minha salvação. Ela não me tirou do mundo da cachaça, mas me ajudou a retomar estudos, procurar emprego e era alguém que eu tinha uma estabilidade emocional, em vez de sair por aí pegando doença venérea. Passamos 7 longos anos juntos e quando tudo acabou eu cheguei ao fundo do poço como nunca antes... Agora já estou nos meus quase 30 e a vida continua uma merda, meu passado me persegue, mas consigo seguir em frente. Sou graduado, tenho pós-graduação e estou trabalhando... Conheço essa outra pessoa em meu trabalho e a vida parece fazer sentido de novo! Até que uns anos se passam e chegamos ao agora, estou casado com ela e a vida parece que está pior do que antes.
Temos nossos bons momentos, mas às vezes o casamento mais é um estorvo do que algo que nos traga felicidade. Acho que ela não se sente feliz comigo e eu tenho esses episódios de depressão (os quais ela desdenha), eu também ando me sentindo infeliz, acho que ela age de maneira muito egoísta em certos momentos. Em suma: meu trabalho é um lixo, sou perseguido pelo meu passado, meu casamento está falindo e eu não tenho motivação para tentar mudar esse cenário. Queria ser mais forte...
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2020.08.26 22:13 AB8empty Teoria sobre a ending da primeira temporada

A Ending da 1º temporada mostra planetas e uma estrela cadente e depois cenas que parecem ser debaixo da água oque claramente remete ao ser que possui Ymir fritz , e em seguida uma faca brilhando caindo nessa mesma água simbolizando ao meu ver algo que vai atacar aquilo na água, ou uma esperança em meio a escuridão ou afogamento e sabemos que o Erem esta se afogando em sentimentos/pensamentos tanto que mostra ele inconsciente no ultimo capitulo, em seguida mostra a Mikasa correndo a beira dessa água atrás de algo que me parece sua faca (esperança) vale ressaltar que ela também está brilhando em meio ao cenário escurecido talvez indicando uma conexão dela com a faca, depois vemos ela em um campo lotado de facas quebradas e ensanguentadas representando esperanças destruídas, vemos bolhas de ar ou gotas de sangue começando a subir trazendo uma visão de como se ela estivesse no fundo de algum lago ou rio, ou em um campo aberto, mas como ela estava na beira de um rio correndo, creio que ela esteja no fundo do rio, então vemos uma correnteza atingindo ela levando as bolhas de ar e seu cachecol enquanto ela adota uma postura de batalha com sua faca na mão, e quando seu cachecol se vai vemos a Mikasa jovem virando adulta e nessa transição vemos ela no começo relutante quase que com medo, confusa, e transitando para uma pessoa confiante e obstinada, como se tivesse se libertado daquilo que a confundia e impedia ela de ser livre, lembrando que quem deu seu cachecol foi o Erem, e desde então ela meio que vive por ele (aquele negocio dos Arckeman servirem alguém) quando buscamos a liberdade devemos deixar de lado o conforto e segurança que nossas posições já assumidas nos trazem, claramente o cachecol traz essas sensações para Mikasa, e ali quando ela perde ele levada pela correnteza da a entender que ela está sendo forçada a sair de sua zono da conforto, e em seguida aparece ela adulta e o Erem adulto, mas eles não estão lado a lado, ele esta como se indo de encontro com ela, me parecendo o inicio de um confronto, oque me leva a crer que possivelmente no futuro a Mikasa vai confrontar ele, podendo até mata-lo. A letra da musica dessa ending complementa:
Seu sonho está onde seu coração está
E é algo mais frágil do que a própria vida
Não importa quantas vezes você o lance fora, você sempre o encontrará novamente
Então fique tranquilo
(Nessa parte diz que o sonho dela está onde seu coração estava, antes era com sua família, depois com erem, o sonho de continuar viva creio eu)
Seu sonho é abafado pelas batidas do seu coração
Mas por mais que você o esquece, lá esta ele outra vez
(Porem esse sonho é abafado impulsos de obediência que os ackerman tem, fazendo com que eles possam até se sacrificar por eles, mas esse sonho dela ainda está la em algum lugar e sempre reaparece pra lembra-la de quem ela é de verdade, um ser humano que quer viver)
Neste mundo belo e cruel
Nós apenas perguntamos por que ainda estamos vivos
Ah! oque vamos proteger?
Com nossa força e fraqueza
Se a razão já não importa mais.
( Ela entende que o mundo é belo porém cruel, essa e sua natureza, a natureza da vida onde só os fortes sobrevivem ela até fala no anime (Se eu não conseguir, eu morro. Mas se eu vencer, eu sobrevivo. Não se pode vencer sem lutar) nesse mesmo ep ela desiste de lutar pois seu motivo como ackerman pra ela tinha morrido, mas seu corpo se move contra sua vontade batidas dentro dela a impulsionam a sobreviver, e pra isso ela precisa lutar, mas oque proteger agora? seu sonho sua vontade, ou Eren? essa é a indecisão dentro dela que a está impedindo de viver livremente, porém se a razão agora não importa mais, agora ela é livre para seguir seus próprios desejos, essa parte é representada pelo seu cachecol sendo levado.
( continuação da musica que não foi pro anime )
O céu parece triste
Cinzas e miragens começam a subir
Você congela em palavras cálidas
Então descanse escondido agora
Sua tristeza é abafada pelas fantasias que tomam conta de você
E por mais que ela tente ficar, vai embora outra vez
Neste mundo belo e cruel
Nós apenas pedimos para a morte esperar
Ah! Nós somos cataventos que não voam
Nós não sabemos se a verdade
E melhor que as mentiras ou não
Se nos somos canções
Então nós vamos levantar as bandeiras àquela vento
E tão somente dar esperança a alguém
Sem pelo menos duvidar
Neste mundo belo e cruel
Nós apenas perguntamos por que ainda estamos vivos
Ah! oque vamos proteger?
Com nossa força e fraqueza
Se a razão já não importa mais
(Essa continuação para min é oque vai ser depois da batalha final, Mikasa viva falando pra morte esperar, enquanto Eren descansa escondido (morto), ela está triste com oque aconteceu, mas com esperança do que virá, um mundo de liberdade onde ela poderá viver, agora se esse mundo será um mundo salvo ou destruído eu ainda não sei)
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2020.08.16 17:32 DarwinRusso15 Me relaciono com uma mulher casada e não sei o que fazer

Em maio de 2019, numa tarde de quinta feira, estava em um grupo para adultos no WhatsApp, quando me deparei com uma foto extremamente sensual de um nu de uma mulher que chamarei de Jessica. Logo procurei puxar conversa com ela, pois seu corpo era perfeito e, oras, estavamos num grupo para encontros liberais, e não havia nada demais em conhecer aquela mulher maravilhosa. Jessica respondeu a uma mensagem que coloquei em seu chat privado e começamos a conversar. Ela era educada, meiga e diferente do estereótipo que eu imaginava pelas três fotos que havia colocado no grupo do app. Enfim, naquele dia conversamos até tarde da noite e nas semanas que seguiram começamos a nos falar por telefone, com conversas que chegavam a durar horas ao telefone... Jessica me confessou que era casada, mas que estava em um relacionamento de 20 anos em que era praticamente invisível para seu marido. Ela confessou que eles ainda transavam de três a quatro vezes por semana, mas que se sentia mal e inclusive que, algumas vezes após o término do ato, se trancava no banheiro para chorar. Sentia sua tristeza e procurei ser o mais gentil e sincero possível com ela.... Enfim, três semanas depois nos conhecemos num encontro que posso classificar como mágico, fomos a um motel e o sexo foi maravilhoso, com carinho e cumplicidade... Ao sair de lá, ainda permanecemos por mais de três horas nos beijando, rindo e conversando... E assim foi, começamos a nos encontrar de uma a duas vezes por semana, nos falávamos todos os dias até tarde da noite, por msg, já que seu marido se encontrava em casa... Em agosto de 2019, já falávamos que nos amávamos e ela dizia que se sentia mais minha do que seu próprio marido... Confessou que suas transas em casa diminuiram significativamente, já que só conseguia pensar no sexo entre nós dois... Ela entrou na faculdade em agosto de 2019, no auge de seus 45 anos e mesmo assim, eu ia bos intervalos de suas aulas apenas para estar com ela... Saímos em sábados alternados e passávamos o dia todo juntos... Em dezembro de 2019, falávamos em morar juntos... Ah Deus, como eu a amava e ainda amo... Em janeiro viajamos juntos, escondidos e me senti quase como seu marido... Foi lindo... Entretanto, quando a pandemia começou, ela saiu de seu emprego e a faculdade começou a ficar online... Ela já não era mais a mesma... Conversávamos por msg e algumas vezes, apenas minutos uma vez ao dia... Me senti abandonado... Atualmente, ainda dizemos que nos amamos, mas quando falamos de ficar juntos, ela pede para eu ter paciência, que a hora vai chegar. Ela diz que me ama e que eu tenho que compreendê-la, nos falamos algumas vezes ao dia durante a semana, mas aos finais de semana ela quase não liga o celular... Amo essa mulher, mas acredito que ela não esta disposta a deixar um relacionamento de 20 anos por minha causa, apesar dela dizer que sou o homem dos sonhos dela... Ela fala que eu tenho que ter paciência, mas como uma pessoa que diz ter um relacionamento abusivo e sabe disso tem medo de sair de casa... Ela me diz que não transa com o marido desde dezembro do ano passado, mas havia confessado que seu marido gosta demais de sexo... E como que um relacionamento assim se sustenta, sendo que não sou ingênuo a ponto de achar que nada aconteceu... Ela já me contou nestes últimos tempos que pegou várias vezes seu marido em conversas com outras mulheres, mas diz que "esta guardando para o momento certo"... Enfim, me sinto perdido... Não consigo me envolver com outra mulher, mas me sinto manipulado, um estepe de uma mulher casada e não sei se devo continuar com esse relacionamento ou simplesmente sofrer e seguir minha vida...
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2020.08.15 18:37 Lucas_D_Soares Os Dois Lados da Mesma Moeda...

Fala seus lindos, maravilhosos e cheirososo cheios de amor, muito importantes para todos. MInha internet caiu e decidi escrever um pouquinho, espero que gostem e reflitam talvez.
Eu noto algumas coisas sem sentido às vezes, mas que depois tem muito significado.
Se quiserem me avaliar, fiquem a vontade, aberto a criticas.
Os Dois Lados da Mesma Moeda!
Que vivemos em uma sociedade capitalista, isso não é novidade para ninguém, mas os efeitos, sejam bons ou ruins, não serão sentidos por todos, isso é um fato. Quero compartilhar algo que notei e como uma palavra que grande parte daqueles que vivem no meio de tal sistema nem sabem o que é influência tanto nas vidas e criação das pessoas, como um todo. Às quintas-feiras tenho trabalhado como ajudante numa pequena barraca de temperos. É uma feira noturna, a maioria dos produtos lá vendidos são churrascos, pasteis, bolos, doces, e algumas bijuterias etc. Algumas vezes ela está sem movimento e outras, algumas barracas faltam, às vezes. E foi no lugar de uma barraca de doces, que se estabeleceu um trio de crianças: dois garotos e uma garota. Um dos dois meninos era provavelmente o mais velho dentro do grupo, talvez tinha uns 12 a 13 anos; a menina por sua vez deveria ter uns 10 a 11; quanto ao caçula, no máximo uns 8 anos. Esse infame trio, como todos os outros adultos ali presentes, queriam vender seus produtos: maçãs do amor, espetos de morango banhados em chocolate e algumas balas de menta, aquelas verdes de goma, vendidas num saquinho bem pequeno, com certeza eles tinham concorrentes! Eles ficaram estacionados ao lado duma barraca de frutas, utilizando caixotes do vizinho como mesa e cadeira. Sinceramente, se venderam 10 coisas de suas caixas de isopor fora muito, mas ali ficaram até umas 22h. Do lado oposto á eles, a barraca vizinha há minha, o nosso companheiro de feira vendia brinquedos, que era para aqueles três, e para todas as crianças que passam por lá, algo lindo e fantástico de se apreciar. Mesmo gritando(ou melhor, tentando), para chamar a atenção de seus possíveis clientes, vira e mexe seus olhos iam de encontro aquelas obras de plástico que continham luzes e sons atraentes a todos. Um olhar de desejo, e desejo distante. No mesmo lado em que se encontravam, um pouco mais longe tem uma imensa barraca de churrasco, e meu povo, parece que ninguém mais se importa com Covid, seja 19 ou 1000. Durante aquela noite, mais uma família chega ali para comer algo que pode ser feito em casa com segurança e conforto. Eram dois casais: O pai e a mãe, e dois filhos, os quais aparentavam ter a mesma faixa etária que os dois mais novos vendedores de doces. Esse par de bem-vestidos, enquanto seus pais estavam na mesa aguardando seu pedido, foram visitar o “parque” de brinquedos chamativos, na esperança de levar alguns para casa. Eles eram iguais aos que estavam do outro lado com o mesmo desejo, porém, esses, nem gastavam os esforços de visitar a barraca, pois sabiam que nada levariam dali, seria inútil desgastar mais ainda seus chinelos de tamanhos desproporcionais a seus pés ou arriscar rasgar suas roupas que, muito provavelmente, outrora, pertenceu a outro dono. Escrevi tudo isso para chegarmos nesse ponto: dois pares de crianças; com quase as mesmas idades; dos mesmos sexos; no mesmo lugar;. um par observara tudo aquilo de longe, enquanto o outro tocava e experimentava todos aqueles brinquedos chamativos; um tinha certeza de que não o teria, o outro gritaria para seus responsáveis na grande possibilidade de obter; os mesmos desejos, oportunidades e vidas completamente diferentes. Apesar das igualdades, a quantidade de papel vindo de uma fabrica dum lugar que poucos sabem onde fica, determina seus destinos, suas vidas, seu crescimento, tudo... Eu só tenho a agradecer a Deus por poder hoje ter um celular e um computador para passar esta informação, pois apesar de tudo o que somos ou o que queremos ser, o dinheiro que determinará o quanto teremos que nos esforçar para conquistar o que queremos, que horas iremos chegar em casa, que horas acordaremos, atrás de qual volante iremos ir ao trabalho ou ir passear, tudo isso que foi definido por pessoas que nunca falamos, que só conhecemos por vista na internet, televisão ou livros de historia. Um dia um homem depois de perceber que tinha muita comida, decidiu fazer trocas, depois outro decidiu vender, e esses homens que só Deus sabe quem são definiram o nosso hoje, definiram por onde você lê isso, definiram até as amizades e felicidades que você tem e compartilha. No mover e no falar de um homem, muitas vidas perecem e nascem, tem sucesso ou fracasso, naquilo que você escolhe fazer, o mundo todo pode mudar. O mundo esta em nossas mãos, basta move-las para o lugar certo que encontraremos a felicidade ou tristeza, o sucesso ou fracasso, nossos sonhos ou mortes...
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2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.24 16:30 pdrgds Tô vivendo um drama de adolescente

Pow, e aí gente, tudo bem? Tô precisando real colocar as coisas que eu tô sentindo pra fora, pra poder me sentir mais leve, e também porque quero manter as memórias registradas em algum lugar.
Tenho 23 anos, sou gay, e moro num país que a quarentena já aliviou quase que completamente, a única diferença agora é que é proibido aglomerações de mais de 20 pessoas na rua, e é preciso usar máscara no transporte público e dentro de alguns espaços fechados (uma exceção é a academia).
Então nas últimas semanas voltei a ter uma vida social, sair com os amigos, beber, conhecer gente, e fazer exercícios regularmente na academia. Nem tinha notado que a quarentena tinha me deixado louco, aprendi muito mais a dar valor a estar fora de casa. Eu nem gostava tanto de praia, mas tenho ido muito ultimamente, tanto pra sair de casa quanto aproveitar o calor.
Aí eu conheci esse garoto no Tinder, que por acaso é meu xará. Conversamos por uns 2 dias e marcamos dele vir pra minha casa beber um pouco, visto que também é proibido beber na rua (naquela base do "é proibido, mas se quiser pode", mas preferimos não arriscar).
Ele trouxe 2 vinhos pra nós bebermos, e aí descobrimos que o abridor de vinho daqui da minha casa tá quebrado. Depois de debater o assunto, fomos num restaurante em frente da minha casa pedir pra abrir.
Então bebemos, conversamos bastante, encontramos bastante coisas em comum, tais como o gosto pela cena musical e cultural alternativa. Tipo de gente que vai em festival de cinema ver filmes obscuros romenos da década de 70. Eventualmente nos beijamos e foi um pouquinho esquisito, achei no momento que não ia passar disso. Depois ficamos mais bêbados, tava calor pra caralho, de noite, e não sei como, acabamos os dois sem camisa nos beijando loucamente no terraço daqui de casa.
No outro dia, comemos pizza no café da manhã, porque eu sou muito jovem adulto que não curte cozinha, e era o que tinha. Assistimos a dois episódios de Modern Family, jogamos Mario Kart no meu Nintendo Switch, e depois ficamos deitados aqui no meu quarto, onde logo ele cumpriu o ritual de todo mundo que vem aqui: perguntou se a minha balança funciona e se pesou. Reparou que eu tinha uma camisa da seleção brasileira no guarda-roupa e chamou atenção pra isso, e eu respondi: "Sim, é meu uniforme de fascista."
Logo após ele teve que ir embora porque eu tinha que assistir à uma aula de alemão online. Quando ele tava se vestindo, reparei que ele tinha vindo com uma cueca muito fofa temática de Mario.
Mas foi isto. Uns dias depois marcamos um segundo encontro na praia. No início foi aquela coisa estranha, onde eu tava só tentando avaliar a situação. Conversamos a tarde toda, bebemos umas cidras e fumamos umzinho. Uma hora, já perto do pôr-do-sol, a praia vazia e batendo um friozinho de leve, me deitei na areia e ele me beijou. Fomos chegando mais perto um do outro e encostando cada vez mais pele com pele, usando o frio como desculpa, mas ajudava também. E foi muito bom esse momento, coisa de filme mesmo.
Um tempinho depois ele parou e disse que tava com muita vontade de fazer xixi. E eu também tava. Pronto, a praia tava vazia e fizemos xixi juntos em pé onde a água encontra a areia, e olhando o pôr-do-sol.
Decidimos então que era hora de voltar pra casa, caminhamos nas ruas medievais da cidade de mãos dadas, mas resolvemos parar numa pracinha, conversamos mais um pouco, fumamos um cigarro escutando Cigarrette Daydreams, e então voltamos pra estação de Metrô. Tava morrendo de cansaço, ele me abraçou e eu cochilei nos braços dele até ele descer na sua estação.
Mas ele é estudante de intercâmbio e já tinha feito planos para passar o mês seguinte na casa de uma amiga em outra região do país pra economizar no aluguel, e eu aproveitei a deixa pra passar o mesmo mês em Roma. Tivemos um encontro de despedida, mas isso tudo aconteceu em menos de 2 semanas. Então ninguém sabe se nos encontraremos mesmo no próximo mês.
Coisa de louco, né.
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2020.07.17 04:50 clathereum2 Contardo Calligaris, "Cartas a um jovem terapeuta", cap. IV, 2007

"Caro amigo,
Você me perguntou: 'O que faço, se me apaixono por uma paciente?'. E lhe respondi laconicamente: 'Será que é uma questão urgente?'. Você replicou: 'Desde o começo de minha formação, pratico (só de vez em quando, não se preocupe) um devaneio em que curo milagrosamente uma moça emudecida por sua loucura e, lógico, nos amamos para sempre.' Depois disso, decidi levar sua pergunta a sério.
Talvez você se lembre de que, na minha primeira carta, falei um pouco da admiração, do respeito, e, em geral, dos sentimentos que destinamos às pessoas a quem pedimos algum tipo de cura para nossos males.
Comentei que era bom que fosse assim, pois esses afetos facilitam o trabalho de um terapeuta. E acrescentei que isso é especialmente verdadeiro no caso da psicoterapia, com a exceção de que, neste caso, espera-se que o encantamento se resolva, acabe um dia. Sem isso, a psicoterapia condenaria o paciente a uma eterna dependência afetiva.
Repare que, às vezes, sentimentos negativos, como o ódio, permitem e facilitam o trabalho psicoterápico, tanto quanto o amor. Mas é certo que o amor é a forma mais comum dos sentimentos cuja presença assegura o começo de uma psicoterapia. Ou seja, é muito frequente que um/uma paciente se apaixone por seu terapeuta.
A psicanálise deu a essa paixão um nome específico: amor de transferência. O termo sugere que o afeto, por mais que seja genuíno, sincero e, às vezes, brutal, teria sido “transferido”, transplantado. Ele se endereçaria ao terapeuta por procuração, enquanto seu verdadeiro alvo estaria alhures, na vida ou na lembrança do paciente. Você já deve ter ouvido mil vezes: o amor de transferência, grande ou pequeno, é a mola da cura.
Primeiro, ele possibilita que a cura continue apesar dos trancos e dos barrancos. Segundo, ele permite ao paciente viver ou reviver, na relação com o terapeuta, a gama de afetos e paixões que são ou foram também dominantes em sua vida; essa nova vivência, aliás, é a ocasião de modificar os rumos e o desfecho dos padrões afetivos que, geralmente, assolam uma vida, repetindo-se até o enjôo. Terceiro, ele pode, às vezes, ser o argumento de uma chantagem benéfica: o paciente pode largar seu sofrimento por amor ao terapeuta, para lhe oferecer um sucesso, para ganhar seu sorriso, para fazê-lo feliz. Esse terceiro caso apresenta alguns inconvenientes óbvios: o paciente que melhorar por amor a seu terapeuta nunca se afastará dele, pois parar de amar seria para ele largara razão pela qual se curou, ou seja, voltar a sofrer como antes ou mais ainda.
Você deve também ter ouvido mil vezes que um/uma terapeuta não pode e não deve aproveitar-se do amor do paciente ou da paciente. Você pode ter carinho e simpatia por seu/sua paciente, mas transformar a relação terapêutica em relação amorosa e sexual é mais do que desaconselhado.
Por quê?
Nota: para simplificar, no que segue, falarei do terapeuta no masculino e da paciente no feminino. Mas o mesmo vale seja qual for o sexo do terapeuta e seja qual for o sexo do paciente, incluindo os casos em que esse sexo é o mesmo.
Um argumento que é usado tradicionalmente para justificar essa interdição é o seguinte: o afeto que uma paciente pode sentir por seu terapeuta é fruto de uma espécie de quiproquó. O terapeuta não é quem a paciente imagina. A situação leva a paciente a supor que seu terapeuta detenha o segredo ou algum segredo de sua vida e que, graças a esse saber, ele poderá entendê-la, transformá-la e fazê-la feliz. Ou seja, a paciente idealiza o terapeuta, e quem idealiza acaba se apaixonando.
Conclusão: o apaixonamento da paciente é um equívoco. E não é bom construir uma relação amorosa e sexual sobre um equívoco. Se paciente e terapeuta se juntarem, a coisa, mais cedo ou mais tarde, produzirá, no mínimo, uma decepção e, frequentemente, uma catástrofe emocional, pois a decepção virá de um lugar que pode ter sido idealizado além da conta.
Esse argumento, na verdade, vale pouco. Explico por quê: a paixão de transferência é, de fato, igual a qualquer outra paixão. Em outras palavras, os amores da vida são fundados num qüiproquó tanto quanto os amores terapêuticos. Quando nos apaixonamos por alguém, a coisa funciona assim: nós lhe atribuímos qualidades, dons e aptidões que ele ou ela, eventualmente, não têm; em suma, idealizamos nosso objeto de amor. E não é por generosidade; é porque queremos e esperamos ser amados por alguém cujo amor por nós valeria como lisonja. Ou seja, idealizamos nosso objeto de amor para verificar que somos amáveis aos olhos de nossos próprios ideais.
Então, se o amor de transferência não é muito diferente de qualquer amor, será que está liberado? Pois é, não está liberado: há outros argumentos contra, e são de peso; eles não se situam do lado do paciente (cujo amor é bem parecido com um amor verdadeiro), estão do lado do terapeuta.
Por que um terapeuta toparia a proposta amorosa de uma paciente? Por que ele se declararia disponível e proporia um amor quase irrecusável a uma paciente já seduzida pela situação terapêutica? Há três possibilidades.
1) A primeira é perfeitamente explicada no auto-de-fé do ex-presidente Clinton, quando, em suas memórias recentemente publicadas, ele narra e tenta entender seu famoso envolvimento com uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinski. Com notável honestidade e capacidade analítica, Clinton não justifica seus atos pelo transporte da paixão, mas declara que ele se deixou seduzir ou (tanto faz) que ele seduziu Lewinski simplesmente 'porque podia'. Ele acrescenta (admiravelmente) que, de todas as razões possíveis, essa é a pior, a mais condenável.
'Transar porque pode' não significa só transar porque é fácil, porque o outro é acessível. Significa transar pelo prazer de poder. É como se a gente gostasse de bater em enfermo porque isso dá a sensação de ser forte.
O consultório do terapeuta tomado por essa fantasia se transforma num templo (ou num quarto de motel), em que as pacientes são chamadas a participar de ritos que celebram a potência do senhor.
Esse abuso dos corpos produz estragos dolorosos, porque ele se vale de uma oferta generosa de amor: “Posto que você me ama, ajoelhe-se”. É uma situação próxima à ‘ do abuso de uma criança, quando os adultos que ela ama e em quem confia se revelam sedentos de demonstrar sua autoridade pelas vias de fato, na cama ou a tapas.
Invariavelmente, o terapeuta deslumbrado pela descoberta de que ele 'pode' agir do mesmo modo com as pacientes com quem ele transa e com aquelas com quem ele não transa. A fantasia de abuso invade todo seu trabalho terapêutico, ou seja, ele não analisa nem aconselha, ele dirige e manda, pois ele goza de e com seu poder.
2) Mas há terapeutas, você me dirá, que se apaixonam mesmo por uma paciente e até casam. Concordo. Aliás, essa é a segunda possibilidade.
O curioso é que, em regra, os analistas que se apaixonam pelas pacientes que os amam são recidivistas. Eles se casam com várias pacientes, uma atrás da outra. Um psicanalista famoso, de tanto casar com pacientes, ganhou o apelido 'Divã, o Terrível'.
Conheço as desculpas: a gente trabalha duro e não tem tempo para sair na noite, onde a gente encontraria uma companheira? Afinal, não é banal que as pessoas encontrem suas metades no ambiente de trabalho? Além disso, o terapeuta se apaixona por alguém que ele conhece (ou imagina conhecer) muito bem; essa não é uma garantia da qualidade de seus sentimentos? Pode ser. Mas resta uma dúvida, que se torna quase certeza à vista da repetição.
Esses psicoterapeutas ou psicanalistas que se juntam com verdadeiras séries de pacientes devem ser tão cativos da situação terapêutica quanto suas pacientes. Explico. A paciente se apaixona porque tudo a leva a idealizar seu terapeuta. O terapeuta deveria saber que é útil que seja assim, mas também deveria saber que, de fato, sua modesta pessoa não é o remédio milagroso e definitivo que curará os males de sua paciente. Ora, é provavelmente disto que ele se esquece. O terapeuta, seduzido pela idealização de sua pessoa, como o corvo da fábula, acredita no que diz o amor de sua paciente, ou seja, acredita ser a panaceia que tornará sua paciente feliz para sempre.
Generoso? Ingênuo? Nada disso, apenas vítima, por exemplo, de uma obstinada esperança de voltar a ser o neném que, por um mítico instante, no passado, teria feito sua mãe absurdamente feliz.
A série continua porque a decepção é garantida. O terapeuta (como homem e companheiro) não é uma panaceia (ninguém é). A paciente com quem ele se casou, uma vez feita essa descoberta trivial, manifestará sua insatisfação e, com isso, fará a infelicidade do nené caprichoso com quem casou. Pronto, acaba o casamento. Entretanto, como disse, a esperança do terapeuta é obstinada; não é fácil desistir do projeto de ser aquela coisa que traz ao outro uma satisfação absoluta. Por que não tentar outra vez?
Os terapeutas recebem regularmente, em seus consultórios, os cacos desses dois tipos de desastres: o das abusadas e o das casadas e abandonadas por não se terem mostrado perfeitamente satisfeitas. São cacos difíceis de serem recolados. A decepção amorosa da paciente é violenta: afinal, ela foi enganada por um objeto de amor ao qual atribuía poderes e saberes quase mágicos.
O pior desserviço desses desastres é que, de fato, eles impedem que as vítimas encontrem a ajuda da qual precisam. Frequentemente, ao tentar uma nova terapia, elas não param de esperar que se engate uma nova relação erótica (pois lhes foi ensinado, por assim dizer, que a cura virá de um amor correspondido com seu terapeuta). Outra eventualidade é que elas nunca mais consigam estabelecer a confiança necessária para que um novo tratamento se torne possível.
3) Existe uma terceira possibilidade para os amores terapêuticos. É possível que se apaixone por sua paciente um terapeuta que não queira apenas gozar de seu poder e que não seja aflito pela síndrome de fazer a 'mamma' feliz. E é possível que uma paciente se apaixone por seu terapeuta sem acreditar que ele seja o remédio a todos os seus males.
Afinal, não é impensável que dois sujeitos, que tenham algumas boas razões de gostarem um do outro, se encontrem num consultório. Todos sabemos que um verdadeiro encontro é muito raro, e é compreensível que um terapeuta não faça prova da abnegação profissional necessária para deixar passar a ocasião. Mas, convenhamos, se esse tipo de encontro é tão raro, é difícil acreditar que possa repetir-se em série... Como diz o provérbio, errar é humano, perseverar é diabólico. Ou seja, pode acontecer uma vez numa vida. A partir de duas, a série é suficiente para provar que o terapeuta está precisando de terapia.
Abç."
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2020.07.16 16:29 fobygrassman ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA

ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA
Esposas infiéis são mais duradouras, limpas e autênticas do que garotas de programa
Esqueça garotas de programa transando nunca foi tão fácil! De uma dona de casa traidora real.
As mulheres casadas NÃO estão procurando relacionamentos, elas já estão nelas, estão procurando parceiros discretos e divertidos para reacender e explorar sua sexualidade.
As garotas de programa estão sempre procurando extrair mais dinheiro de você. Você nunca sabe com quem eles acabaram de fazer sexo e isso torna impossível também fazer sexo apaixonado com eles.
Quantas vezes você ficou com tesão e decidiu pedir uma garota de programa? Então, depois de ter um encontro decepcionante, lamento totalmente gastar tanto em ganhar pouco!
Sempre que você liga para uma garota de programa, está jogando. Jogando com sua saúde e com sua experiência.
Ela será parecida com as fotos dela?
A mesma garota das fotos vai aparecer?
Ela será anti-higiênica?
Ela será hostil?
Ela vai tratá-lo com um mau atendimento ao cliente?
Eu sei o que você está pensando,Eu sei o que você está pensando,
MAS AS MENINAS DE CHAMADA SÃO MUITO MAIS SIMPLES!
Não é verdade!
Sim, uma garota de programa fica a apenas uma ligação, mas toda vez que você a vê, paga. Você paga com dinheiro suado. Pense em quanto tempo você precisa trabalhar para pagar por uma garota de programa.
10 horas?
20 horas?
Portanto, nenhuma garota de programa não está a um telefonema de distância, elas têm +10 horas de trabalho E uma ligação de distância.
Além disso, as garotas de programa não se importam com você ou precisam de você.
Depois de conhecer uma esposa realmente insatisfeita e dar a ela a atenção que lhe falta, você experimentará a diferença entre uma garota de programa e uma mulher de verdade.
Esposas insatisfeitas são gratas por encontrar um homem que possa agradá-las!
As esposas infiéis têm todos os benefícios e nenhum dos problemas das garotas de programa:
Conhecer as preferências sexuais do seu parceiro = melhores experiências sexuais
O envio de mensagens maliciosas acelera sua semana de trabalho;)
Verdadeira paixão e emoção de ambos os parceiros!
Limpo, Seguro e Legal.
Não constantemente tentando manipular você.
A verdade é que as mulheres ficam excitadas quando estão se escondendo e tendo encontros secretos. Esposas insatisfeitas querem ser suas garotas de programa pessoais, mas elas precisam de um pouco de incentivo e você precisa incentivá-las de uma maneira elegante e elegante.
Você não pode tratar mal as esposas infiéis da maneira que pode com uma garota de programa, mas elas também não o tratam mal como uma garota de programa. Eles não vão contar o relógio quando estão com você.
Se você acha que encontrar uma mulher casada sozinha é ainda mais difícil, pense novamente.
Você não pode ser um idiota e acha que atrairá uma mulher casada para ser sua garota de programa pessoal.
De fato, existem dicas e truques para encontrar um o mais facilmente possível aqui >>
Siga estas etapas simples e você encontrará uma esposa insatisfeita e fará dela sua garota de programa pessoal em menos de uma semana.
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2020.07.08 19:44 YatoToshiro Fate/Gensokyo #21 {Parte 2} Emiya Shirou (Archer)


Fate/Grand Order, Fate/stay night, Fate/stay night: Unlimited Blade Works
EMIYA, Shirou Emiya. Ele não é um espírito heróico adequado no sentido de outros heróis. Ele é uma versão alternativa de Shirou de uma linha do tempo alternativa de Fate/stay night, onde fez um contrato com o Mundo (Alaya) e se tornou o Heroic Spirit EMIYA. Ele atua como contra-guardião do mundo como pagamento pelo contrato. Ele é convocado porque ainda tem o pingente de joia que Rin usou para salvar sua vida depois que Lancer esfaqueou seu coração. A jóia que ele possui é o catalisador usado na convocação, e não o que Rin ainda possui no momento da convocação. Após o final de cada uma das três rotas em Fate/stay night, a possibilidade de Shirou se tornar Archer ainda existe, mas a chance de isso acontecer é quase zero. ___________________________________________________________
Fate/Hollow Ataraxia Quando Rin foi à Associação dos Magos para comparecer a um tribunal, ela pediu a Archer para proteger a cidade de Fuyuki em sua ausência.
Nos loops, Archer guarda a ponte que liga os distritos de Miyama e Xintoísmo da cidade de Fuyuki. Se Shirou tentar atravessar a ponte durante a noite sem atender a certas condições primeiro, ele será arrancado por Archer do telhado do prédio central no distrito de Xintoísmo.
Depois que Shirou / Avenger "reaprende" sua mágica de Projeção, ele e Saber desafiam Archer. Eles lutam a longa distância. Archer disparou o Phantasm Quebrado Hrunting na direção deles, enquanto Saber voava em direção a Archer com o Feitiço de Comando de Shirou. Saber derrotou Archer enquanto Shirou / Avenger desviou o Hrunting com Rho Aias. Derrotar Archer concede a Shirou / Avenger o acesso de Shinto em patrulhas noturnas. Depois disso, ele começou a aparecer em Fuyuki para interagir.
Na noite do ciclo final, Rin e Archer protegem a Ponte Fuyuki de uma horda de "monstros" para impedir que perseguam Shirou / Avenger.
Fate/Unlimited Codes Ele é conhecido como o Herói do Ferro Forjado. Em sua história de arcade, ele monologa sua situação sobre ele ter sido convocado na Guerra do Santo Graal de Fuyuki e como foi um milagre alcançar seu objetivo de alterar seu passado, terminando Shirou e permitindo que Rin vencesse a Guerra do Santo Graal. Ele tem que enganar o seu mestre para fazer isso.
Archer inesperadamente enfrenta Shirou mais cedo e quando ele enfrenta Shirou, Shirou descobriu sua identidade e desafiou Archer. Archer esperava que Sabre o lutasse pessoalmente, no entanto Shirou decidiu resolver as coisas entre os dois como o Herói da Justiça. Como a luta se transforma em um choque de seus ideais, Archer responde a Shirou que um ideal não vale nada se não houver força para apoiá-los e for forçado a derrubá-lo. Embora ele vença, é sugerido que Archer não matou Shirou e continuou a Guerra do Santo Graal contra os outros participantes.
Seu último oponente é Gilgamesh, que perguntou se Archer solicitou assistência pela morte. No entanto, Archer afirma que ele está fazendo algo estúpido, eliminando o vilão que queimará a cidade inteira. Seu objetivo original era deixar Rin vencer, mas ele não pode permitir que Gilgamesh continue e Archer prevalece em sua luta. No seu final, muitos anos se passaram e Archer está lutando junto com um Rin adulto contra um exército de Golens. Archer fica mais alegre e Rin o acha mais legal do que em seu primeiro encontro.
No final de Rin, Rin selou o Santo Graal e transformou Archer em uma escala menor de si mesmo. Ela afirma que transformou Archer nesta forma porque ele não a ajudou na guerra. Archer lamenta não ter destruído o Santo Graal.
Fate/Grand Order EMIYA é um dos primeiros heróis invocáveis para o protagonista no início do jogo. Desde o início, ele participou de vários eventos paralelos na Grande Ordem, incluindo principalmente os eventos de Natal, Halloween e GUDAGUDA. Ele serve principalmente na cafeteria da Chaldea, juntamente com Minamoto No Raikou, Boudica e Tamomo Cat, além de cuidar das crianças servas da Caldéia.
(Se alguem quiser que eu poste a historia do Archer em Grand Order faço na parte 4)
Fate/Extra CCC Existe uma versão alternativa do Archer no universo Fate/EXTRA. Embora suas experiências de vida fossem as mesmas, esta versão fez um contrato com a célula da lua e não com o mundo. Isso resultou em ele se tornar um Espírito Heroico sem nome, incorporando o conceito de "herói da justiça" em vez do Contra Guardião EMIYA.
Através das flutuações na célula da lua, a versão Fate/stay night de Rin e Archer aparece no Fate/Extra CCC. Se as duas versões se enfrentam, nota-se que o Arqueiro do Stay Night é mais cínico.
Quando Hakuno Kishinami perde suas memórias no outro lado da lua, Archer ajuda Hakuno como um instrutor irritante. Note-se que, quando ele é o Servo da fêmea Hakuno, Meltlilith se apaixonará por ele de sua própria maneira perturbada. Ela mencionaria seu "Corpo de Aço" na ocasião.
No final de Archer, o Hakuno original acorda da criopreservação sendo curada de sua doença agora em 30 anos no futuro. Os países do Oriente Médio e do Ocidente estão discutindo sobre os recursos remanescentes da Terra. Hakuno acampou em um campo de refugiados no Oriente Médio depois de escapar dos países ocidentais. Os perseguidores se matriculam em escolas de combate para saber como sobreviver. Hakuno está descansando debaixo de uma árvore, dando um tempo no treinamento. Hakuno conhece Archer renascido, que agora é um instrutor de combate que se oferece para lhes dar lições. Os dois não se reconhecem, mas sentem um déjà vu.
Fate/Extra Nome Verdadeiro de Archer foi perdido, então ele é um Anti-Herói sem nome. Um espírito heroico desconhecido. Um "Faker". Em sua vida anterior, ele era um mero mago, assim como os Mestres que participaram da Guerra do Santo Graal. Não é tão versátil quanto Rin Tohsaka, mas aparentemente possui um Circuito Mágico especializado em uma única magia. Ele colocou em prática o Herói da Justiça com o qual muitas pessoas sonham, mas quando confrontado com um desastre que não podia ser resolvido apenas com seus próprios poderes, vendeu seu "eu após a morte" para a Célula da Lua como compensação por um milagre. Como resultado, ele é empregado como o conceito de "Herói da justiça" após a morte, como um Servo em vez de um herói.
Quanto ao humano que se tornou sua fonte, há uma pessoa que passou sua vida anterior como personificador da justiça no passado assim, mas ele não é mais dito indivíduo. Esse espírito heróico tem a forma de um conveniente "Herói da justiça" que as pessoas desejavam, que começou com a forma dessa pessoa. A pessoa que se tornou a fonte desse espírito heróico certamente existe, mas quando foi adorado como herói, seu nome como humano havia sido completamente esquecido das memórias e da história das pessoas. Archer é descrito como tendo a mesma "existência" que o Arqueiro do Stay Night, mas não a mesma "pessoa". Além disso, o "Nome Verdadeiro", sob o qual ele alcançou uma funcionalidade efetiva como Espírito Heroico, também difere daquele do Arqueiro do Stay Night
Archer é um dos Servidores selecionáveis em Fate/Extra junto com Saber e Caster. Como os Servos em Moon Cell são selecionados por sua compatibilidade, Hakuno e Archer são compatíveis porque ambos são existência sem nome e foram guiados por uma força fora de seu controle.
Archer aparece durante as preliminares da Guerra do Santo Graal da Lua em Extra Last Encore como uma efígie petrificada, deteriorada e irreconhecível de si mesmo. Ele persegue o homem Hakuno Kishinami e aparentemente tenta matá-lo. Ele finalmente enfrenta Saber depois que ela foi convocada por Hakuno e é rapidamente derrotada por ela. Por uma razão desconhecida, ele é visto sorrindo enquanto desaparece
Fate/Extella O arqueiro presente em Fate/Extella é um indivíduo diferente em comparação com o seu homólogo do Fate/Extra e Fate/Extra CCC. Este arqueiro vem de um mundo paralelo com sua história divergente. Em sua linha do tempo, ele era o Servo de um Mestre na Guerra do Santo Graal e foi derrotado no meio da batalha ao lado deles. Depois, ele lutou contra Altera, assumindo que ela era totalmente má e foi morta. Devido ao que ele especula ser sua natureza como um herói sem nome ou uma falha no SE.RA.PH, ele foi transferido para um mundo paralelo em vez de excluído.
No mundo em que ele desembarcou, ele é recrutado para o Partido de Nero, junto com Nero, Gawain, Cú Chulainn e Li Shuwen. Ele pretende apenas apoiar Hakuno Kishinami, um mestre do "puro otimismo" que não existia em seu mundo, e não tem senso de lealdade à própria Nero. "Bem, se é isso que eu tenho que fazer, é o que eu tenho que fazer", ele pensa. “Suponho que lutarei com ela.” Quando perguntado sobre quem ele é, ele apenas responde que ele era um Servo fraco, provavelmente derrotado no primeiro turno.
Nameless ajuda Hakuno a garantir que o final horrível que ele testemunhou nunca aconteça, após o qual ele retornará à sua própria linha do tempo. Na verdade, o final que ele viu está longe, muito no futuro, dos eventos desse incidente atual. Mesmo em SE.RA.PH, este Servo é um estranho infeliz, jogado aqui de um "futuro errado".
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2020.07.08 18:56 YatoToshiro Fate/Gensokyo #7 (Curiosidade)


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Em Fate/Grand Order, 4 Servos de Fate/Zero tem outras versões.
Lancelot of the Lake (Berserker) = Lancelot of the Lake (Saber) Gilles de Rais, (Caster) = Gilles de Rais, (Saber) Diarmuid Ua Duibhne (Lancer) = Diarmuid Ua Duibhne (Saber) Iskandar tem uma outra forma em Rider onde a diferença é que ele é magro e tá com o nome de Alexander the Great,
___________________________________________________________ Lancelot of the Lake (Saber)
O nome verdadeiro de Saber é Lancelot, também conhecido como o Cavaleiro do Lago, A pessoa que serve como símbolo negativo da lenda arturiana. O "Cavaleiro do Lago", admirado como o mais forte, mesmo entre os Cavaleiros da Távola Redonda. Ele era extremamente leal ao rei Arthur como um dos cavaleiros da Távola Redonda. A queda de Lancelot começou quando ele se apaixonou pela rainha de Artoria, Guinevere. Dizem que a trágica história de amor de Diarmuid Ua Duibhne e Grainne mais tarde se tornou o modelo de história de Guinevere e Lancelot
Gilles de Rais, (Saber) O Nome Verdadeiro do Saber é Gilles de Rais, O aspecto heróico que normalmente não é chamado devido ao aspecto corrompido ter mais notoriedade como "Barba Azul". Ele era um nobre francês, classificado como barão e membro das forças armadas durante o século 15. Ele tinha uma vasta fortuna, comprando muitas obras de arte, e parecia para muitos que nunca se esgotaria. Suas terras de ponta acabaram excedendo as do duque da Bretanha e poderiam ser consideradas uma ameaça ao rei. Ele se tornou um herói nacional durante a Guerra dos Cem Anos, enquanto servia sob a Jeanne d'Arc depois de ajudar a recapturar Orleans, e recebeu a mais alta honra com o título de Marechal da França. Ambos estavam presentes na cerimônia de coroação do rei Carlos, decorada como salvadores e heróis nacionais, e tornou-se uma lembrança que encapsulou para sempre sua glória de que nem mesmo sua corrupção poderia dominar. Gilles viu Jeanne como a base de tudo para ele, sua única salvação e a prova de que Deus existia, de modo que seu coração piedoso se desesperou depois que Joana foi executada como herege.
Diarmuid Ua Duibhne (Saber) O nome verdadeiro de Saber é Diarmuid Ua Duibhne.
Um cavaleiro forte que faz pleno uso das duas lanças demoníacas e duas espadas demoníacas. Como os reis das fadas, o deus do amor Aengus e o deus do mar Manannán o criaram, ele é um homem bonito e inigualável. Sob o líder Fionn mac Cumhaill, ele foi o maior cavaleiro dos Cavaleiros de Fianna e seus grandes esforços na frente comum dos Cavaleiros contra o Rei das Fadas Abarta são mencionados.
De acordo com uma anedota, ao entrar em aventuras com risco de vida, Diarmuid carregava a espada demoníaca Moralltach e a lança demoníaca Gáe Dearg, quando o perigo era escasso, diz-se que ele decidiu naquela época segurar a espada demoníaca Beagalltach e a lança demoníaca Gáe Buidhe em as mãos dele. No momento da morte, Diarmuid o equipamento que ele carregava era o último. Se ele tivesse entrado na montanha com o equipamento anterior, para derrubar um javali demoníaco, o cavaleiro mais forte dos Cavaleiros de Fianna poderia ter tido uma vida longa.
Por enquanto, ele existe no Saint Graph do Sabre no mundo atual. O outro ele apenas utilizou a lança, agora ele se orgulha também da espada, mas ... Este Saint Graph enfatiza mais seus aspectos como um "herói de lendas e mitos", e, talvez porque ele possua vários nobres fantasmas que são os mãos de Deus, sua dificuldade / custo para convocar é maior do que quando ele é um Lancer.
Alexander the Great (Rider) O Nome Verdadeiro do Cavaleiro é Alexandre, o Grande, o Rei dos Conquistadores. Convocado como o aspecto infantil conhecido pelo nome Alexandre, Em vez do aspecto adulto conhecido como Iskandar. Conhecido por muitos nomes, Alexandre, Iskandar e Alexandros, ele era o jovem príncipe do pequeno reino da Macedônia no século IV aC, que se diz ter sido filho de Zeus em muitas histórias, apesar da ausência de evidências claras. Ele era conhecido como um "garoto bonito inigualável", que foi visto por muitos sábios, como Aristóteles, como um prodígio. Durante esse período de sua vida, ele passou boa parte do tempo treinando como soldado, estudando filosofia e ciências políticas e lendo grandes lendas. Enquanto ele floresceu com muitos talentos, ele aprovou todas as possibilidades, capazes de ser chamado de "personificação das possibilidades". Ele possuía um amigo íntimo, um "homem incrível" que realmente começou a mostrar seus talentos após a morte de Alexander, que muitas vezes o arrastava de maneira descontrolada, de maneira a seu encontro posterior com Taiga Fujimura, expandindo os horizontes de Alexander graças a suas ações. Embora considerado bonito, seu auto-reconhecimento por ser filho de Zeus lhe concedeu força, reduzindo sua aparência juvenil ao longo do tempo. Mais tarde, ele encontrou o nó górdio, cortando a corda com a espada e levando os touros divinos oferecidos a Zeus pelo rei Gordius como seu para uso em sua biga.
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2020.07.08 18:51 YatoToshiro Fate/Gensokyo #5 Iskandar (Rider)


Fate/Zero - Fate/Grand Order - Fate/Extella - Extella Link
O Nome Verdadeiro do Cavaleiro é Alexandre, o Grande, o Rei dos Conquistadores, Convocado como o aspecto adulto conhecido pelo nome Iskandar, Em vez do aspecto jovem conhecido como Alexandre. Conhecido por muitos nomes, Alexandre, Iskandar e Alexandros, ele era o jovem príncipe do pequeno reino da Macedônia no século IV aC, que se diz ter sido filho de Zeus em muitas histórias, apesar da ausência de evidências claras. Ele era conhecido como um "garoto bonito inigualável", que foi visto por muitos sábios, como Aristóteles, como um prodígio. Durante esse período de sua vida, ele passou boa parte do tempo treinando como soldado, estudando filosofia e ciências políticas e lendo grandes lendas. Enquanto ele floresceu com muitos talentos, ele aprovou todas as possibilidades, capazes de ser chamado de "personificação das possibilidades". Ele possuía um amigo próximo, um "homem incrível" que realmente começou a mostrar seus talentos após a morte de Alexander, que muitas vezes o arrastava de maneira descontrolada, de maneira a seu encontro posterior com Taiga Fujimura, expandindo os horizontes de Alexander graças a suas ações. Embora considerado bonito, seu auto-reconhecimento por ser filho de Zeus lhe concedeu força, reduzindo sua aparência de menino ao longo do tempo. Mais tarde, ele encontrou o nó górdio, cortando a corda com a espada e levando os touros divinos oferecidos a Zeus pelo rei Gordius como seu para uso em sua biga.
Fate/Extella Ele se torna um personagem jogável para a guerra que se aproxima e está disponível por Hakuno Kishinami. Ele está na festa de Altera, juntamente com Altera, Gilgamesh e Jeanne d'Arc.
O Espírito Heroico Iskandar é um Servo Top na Célula da Lua. Quando a célula da lua percebe que Altera foi liberada, convoca-o a lutar com ela. No entanto, não acostumado a lutar no SE.RA.PH, com todas as suas sutis diferenças para a Terra em que viveu e morreu, ele aborda a luta como uma espécie de aquecimento. Por causa disso, ele perde. Altera então declara que sua vida lhe pertence e o obriga a se juntar ao seu exército. Tecnicamente, isso também faz dele um Servo do Mestre de Altera, mas Altera os trata como se fossem da mesma classe. Altera entende que sua vitória sobre Iskandar foi uma questão de circunstância e que eles são iguais em termos de força. Enquanto, após a briga, ela exerce poder sobre ele, ela não o considera inferior - nem olha para Jeanne, a quem recruta de maneira semelhante. Iskandar entende isso também; mas aceita sua derrota com dignidade. A partir de então, ele promete ajudar Altera a alcançar seus objetivos. No entanto, não se engane: ele é leal apenas a Altera, e não à Estrela Umbral
Poema de Chamas Iskandar ajuda Jeanne a defender Mare Origo contra as forças de Nero Claudius. Durante o curso da batalha, ele luta com Nero e é derrotado por ela. Mais tarde, ele ajuda a defender Mare Carcer, mas Nero o derrota novamente.
Palavras da Orquídea Iskandar ajuda a defender Mare Carcer contra Tamamo-no-Mae. No entanto, ele é derrotado por Tamamo.
Dawn Iskandar segue com seu exército para o Zero Dark matar Altera sob as ordens da Moon Cell. As forças de Altera interceptam suas forças em Mare Mellum, forçando um confronto entre os dois comandantes. Impressionado com o manejo da espada de Altera, Iskandar pede o nome dela, mas ele não o reconhece. Ele se pergunta se Altera está disfarçando o nome dela com uma habilidade, mas ele a ignora para continuar seu dever. Ele quase repreende Altera por ser desenfreada, mas percebe que ela tem seus motivos. Ele então luta com ela para fazê-la entender, mas ela finalmente o desarma. Aceitando a perda, ele decide se juntar a ela.
Alguns dias depois, Iskandar ajuda a conquistar Mare Mellum contra as forças de Nero. No dia seguinte, ele e Jeanne ajudam a conquistar Mare Aurum. Após a batalha, Altera percebe que Nero lançou um ataque a Mare Carcer enquanto ela se distraiu com Gawain, e convoca Iskandar e Jeanne de volta. Ela ordena que eles destruam todos os programas inimigos na Escuridão Zero enquanto ataca as principais forças de Nero em Mare Carcer.
Poema de Ouro Iskandar lidera as forças de Altera contra as próprias de Nero, junto com Gilgamesh e Jeanne. Depois que grande parte de seu exército é derrotado, ele aparece diante de Nero e elogia sua coragem e confiança em combate. Nero pergunta por que ele uniu forças com Velber, para quais respostas ele se uniu quando perdeu contra seu servo, Altera. Ele continua que deseja mostrar a Altera que há mais a lutar do que a destruição, quando ela se autodenomina "personificação da destruição", mostrando a ela seu caminho de conquista. Nero então o desafia a mostrar seu caminho de luta, e ele é derrotado. Quando ele começa a desaparecer, Iskandar afirma que seu caminho de batalha é colocar o preço em risco enquanto luta pela supremacia, não apenas pela pura destruição. Satisfeito com a batalha, ele agradece a Nero e despede-se dela antes de desaparecer.
Em Fate/Grand Order Iskandar tem uma outra forma em Rider onde a diferença é que ele é magro e tá com o nome de Alexander the Great,
Septem: O Império da Loucura Eterna Alexander é convocado por Lev Lainur Flauros para ajudá-lo na singularidade de "Septem". O jovem rei dos conquistadores é aconselhado por lorde El-Melloi II e juntos lideram o exército do Império Romano Unido. Alexander depois desafia Ritsuka Fujimaru e Mash Kyrielight e é derrotado por eles.
Salomon: O Grande Templo do Tempo Alexander está entre os Servos da Singularidade "Septem" para ajudar a Caldéia contra o Pilar dos Deuses Demônios.

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2020.07.02 07:20 clathereum2 Psicanálise e protestos II, do Trauma ao Fascismo

Em um artigo encantador da psicanalista e professora da faculdade de medicina da UFRJ, Liana Albernaz, temos à disposição uma bela reunião de ideias que nos ajudam a pensar melhor a estruturação do fascismo e a desigualdade na luta entre os que o erigem e os que estão mais empenhados em lutar contra esse movimento: os traumatizados. O movimento de barbárie acrescida que é a performance fascisizante mostra-se resistente quando atacado porque sua estruturação se dá com a retirada do poder pleno da arma que lhe pode derrubar: o discurso. Tirando a força plena do discurso erige-se fenomenalmente o trauma.
Adicionado a isso, a resistência à simbolização do real que reitera, o tempo todo, que o outro tem algo de mim, algo inquietante que clivei e que não vejo mais, intensifica e distancia ainda mais estes dois polos, fazendo até com que os outros, distribuídos ao longo do espectro trauma-fascismo se sintam perdidos, "na lama", como diz a Liana, e sem saberem limpar-se nessa poça, como pede o Zaratustra, do Nietzsche.
"O bárbaro é aquele que se vê impelido, pela pobreza da experiência, a ir em frente e começar de novo a construir com pouco, de maneira implacável, sem olhar para os lados nem para trás" (Benjamin, 1933/1987a, citado por Albernaz, p.76);
Ao analisar a obra cinematográfica brasileira "Praça Paris", filme no qual uma psicanalista branca atende uma favelada preta, a autora elabora uma interpretação do trauma que põe em relevo e revela o bojo do social na sua perpetuação e manutenção - onde descobrimos também o facismo.
"O elemento fundamental que produz um trauma desestruturante é o desmentido. Este, no modelo do trauma sexual, é a negação ou a indiferença de um adulto diante de uma criança quando ela o procura para simbolizar uma experiência pela qual passou. Os danos provocados pelo desmentido são catastróficos se ainda não está pronta a constituição narcísica do sujeito.
A estrutura do desmentido é triangular: há um adulto agressor, uma criança agredida e outro adulto ao qual a criança pode recorrer. É esse segundo adulto que pode emprestar sentido à experiência da criança. A experiência vivida pela criança, incompreensível para ela, é dotada de tal intensidade que a criança não consegue metabolizá-la por si só. É pura angústia. Ao buscar amparo com um adulto, este pode acolhê-la e significar o acontecido ou falhar nessa função, desmentindo.
(...)
O paradoxo do trauma se sustenta assim: seu destino subjetivador ou dessubjetivador depende do processo de afetação com o mundo, isto é, tanto do sujeito quanto da função terceirizante da rede social que o cerca. O trauma é, portanto, um conceito que está na interface do interno e o externo, do sujeito e da cultura.
A rede de afetação positiva permite processos introjetivos, trocas sensoriais, afetivas e linguageiras, garantindo a impressão de marcas psíquicas, base da potência criativa. Quando a rede de base - que envolve o sujeito e o social - deixa de prover essa possibilidade, o que se vive é o horror manifesto como violência" (idem, pp. 80-81)
Neste belo trecho há um quadro que podemos pensar não como exausto mas como proposta explicativa e instigativa de refletir sobre o quadro fenomenal do trauma. Substitua-se, por exemplo, no triângulo formador do trauma, os 2 adultos pela estrutura que oprime e a estrutura que deslegitima o discurso. Há aí uma espiral desesperadora de produção de desamparo, no qual até mesmo a forma de protestar perde seu vigor afetivo ao atingir os ouvidos que é suposto atingir, porque estes podem considerar esses discursos falaciosos, rancorosos, etc.
O aborto pela boca do pai; a negação dos abusos infantis e de idosos; o abuso de poder contra adolescentes de tez mais escura e mais pobres nas favelas por parte da polícia; a discriminação em relação pessoas de sexualidade diferente da maioria, são ações performativas que estruturam um trauma ao mesmo tempo que possuem o papel do "outro adulto", o Outro, as instituições que deveriam ser ouvidos, mas que desmentem porque puseram um gatilho no lugar do tímpano. Como Adam Phillips trouxe, "o ouvido fala melhor do quê qualquer língua". A recusa a ouvir a realidade da alteridade e da humanidade, do sentimento de "mesmidade" (sameness) presente, em potencial, em todos nós, fundamenta tal interpretação. Dá-se 80 tiros porque se sente mais e mais desconfortável ao perceber, nos momentos finais da retirada de uma vida, que "talvez aquele a ser assassinado não seja tão diferente de mim. Isso não me agrada, logo, atiro mais".
Pôr certas figuras como representantes de discursos é uma resposta afetiva de complexos não bem resolvidos dos indivíduos "normais", com o perdão da palavra. Ao trazer à tona, também, o Freud de "Totem e Tabu" e "Psicologia das massas e análise do Eu", a autora nos relembra do caráter paterno, da transferência do ideal do eu colocado naquele que pensam ser um deles pelas invectivas e discursos permeados de afetos que atacam, com desmesurada força, o que perigosamente se pensa ser objetivamente ruim; onde se pensa haver um consenso nacional. "Vocês também deveriam concordar que bandido bom é bandido morto! Qual a falha nesse argumento! Que importa se outras questões - que nem há consenso sobre serem problemas mesmo ou não - fiquem escanteadas?". Esse discurso periferiza variáveis que a realidade não se atém em mostrar todos os dias: os vieses raciais, sexuais, etc.
Monumentos, estátuas, documentos - a burocracia mesma enquanto monstro kafkaesco que produz as mais alienáveis vertigens e cegueiras à leitura que melhor considera as variáveis explanatória das mazelas sociais - são também uma perpetuação e romantização de morais obsoletas, contumazes à crítica contemporânea dos grupos resilientes que continuam em sua luta pela procura desamparada - enquanto crianças que somos todos nós parcialmente - de um ouvido que as ouça, que não desminta seus traumas cotidianos. Não é preciso um psicanalista pra isso; é preciso um ouvido. Você pode me dizer: "é fácil falar." Deveras. Difícil mesmo é ouvir, ouvir sem criar esse tipo de réplica infértil como um "pensamos diferentemente e tá tudo bem nisso". Mas pensar diferentemente não exclui, de todo, a possibilidade de mutações nas duas diferenças de modo que ao fim de uma discussão, continuem sendo posições diferentes e, ainda assim, mais maduras. De grão em grão.
Trazendo Walter Benjamin, Klein, Ferenczi, Freud, Goethe, Hegel, Arendt, dentre outros, este artigo, de 2018, continua relevante.
Podemos pensar ainda na contribuição de Adorno e Wilhelm Reich para, especialmente, a parte fascista do espectro trauma-fascismo. Não é algo novo a reiteração das ideias alemãs na literatura também. Na obra magna de Jonathan Littell, temos uma conversa curiosa do Aue com um médico dos KL's, (campos de concentração da Alemanha nazista)
"Tive uma conversa interessante com o Dr. Wirths a respeito, justamente, dessa questão da violência física, pois ela me lembrava problemas já encontrados nos Einsatzgruppen. Wirths concordava comigo, dizendo que até mesmo homens que a princípio batiam unicamente por obrigação acabavam por tomar gosto daquilo. 'Longe de corrigir os criminosos empedernidos', ele afirmava com veemência, 'nós homologamos sua perversidade ao lhes conceder todos os direitos sobre os outros prisioneiros. Chegamos inclusive a criar novos entre nossos SS. Esses campos, com os métodos atuais, são um foco de doenças mentais e desvios sádicos; depois da guerra, quando esses homens voltarem à vida civil, teremos um problema considerável nos ombros'. Expliquei-lhe que, pelas minhas informações, a decisão de transferir o extermínio para os campos decorria em parte dos problemas psicológicos que suscitava no seio das tropas designadas para as execuções em massa. 'Tudo bem', respondeu Wirths, 'mas eles apenas deslocaram o problema, principalmente ao misturar as funções do extermínio com as funções correcionais e econômicas dos campos comuns. A mentalidade engendrada pelo extermínio transborda e afeta todo o resto. Tive muita dificuldade para dar fim a essas práticas. Quanto às derivas sádicas, são frequentes, sobretudo entre os guardas, e frequentemente ligadas a distúrbios sexuais.' - 'O senhor tem exemplos concretos?' - 'É raro virem me consultar. Mas acontece. Há um mês, conversei com um guarda que está aqui há um ano. Um homem de Breslau, trinta e sete anos, casado, três filhos. Ele me confessou que espancava detentos até ejacular, até mesmo sem se masturbar. Ele não tinha mais nenhuma relação sexual normal; quando recebia uma licença, não voltava para casa, tamanha sua vergonha. Mas antes de vir para Auschwitz, ele me disse, era perfeitamente normal.' - 'E que fez por ele?' - Nas condições vigentes, não posso fazer muita coisa. Ele precisaria de um tratamento psiquiátrico contínuo. Tentei transferi-lo para fora do sistema dos campos, mas é difícil: não posso dizer tudo, senão ele será preso. Ora, é um doente, precisa de tratamento.' - E como acha que esse sadismo se desenvolve?', perguntei. 'Quero dizer em homens normais, sem nenhuma predisposição que se revelasse apenas nessas condições?' Wirths olhava pela janela, pensativo. Levou um longo momento para responder: 'Esta é uma questão sobre a qual refleti muito, e resolvê-la é muito difícil. Uma solução fácil seria culpar nossa propaganda, por exemplo, aquela com que Oberscharführer Knittel, que dirige a Kulturabteilung, catequiza nossas tropas aqui: o Häftling é um sub-homem, sequer é humano, logo é absolutamente legítimo espancá-lo. Mas não é simplesmente isso: afinal de contas, animais tampouco são humanos, mas nenhum de nossos guardas trataria um animal como trata os Häftlinge. A propaganda é um fator importante, mas a questão é um pouco mais complexa. Cheguei à conclusão de que o guarda SS não se torna violento ou sádico por julgar que o detento não é um ser humano; ao contrário, seu furor cresce e descamba para o sadismo quando ele percebe que o detento, longe de ser um sub-homem como lhe ensinaram, é, afinal de contas, um homem como ele é, e é essa resistência, veja, que o guarda acha insuportável, essa persistência muda do outro, logo o guarda o espanca para tentar destruir a humanidade comum de ambos. Naturalmente, isso não funciona: quanto mais o guarda bate, mais é obrigado a constatar que o detento se recusa a se reconhecer como não-humano. No fim, a única solução que lhe resta é matá-lo, o que é uma constatação definitiva do fracasso.' Wirths se calou..."
Admitir uma postura madura seria perder simbolicamente o pai. Isso assusta. Pressupõe vigilância e pensamento crítico; pressupõe não olhar mais para um outro específico - um governante ou um consanguíneo - como uma altura a se atingir, como um apêndice que externa nossa força e fertiliza nossa fantasia de força e de "his majesty the baby", de outrora, quando éramos indefesos e nos achávamos completos. Além disso, pressupõe, acima de tudo: uma entrada no pacto da alteridade, desconhecimento e mudança perenes, assim como a assunção da não-compreensibilidade completa, porque afinal, alguém que errou em sua escolha política, afetiva, profissional, etc., ao se dar conta disso agora, ao se perceber da obviedade do seu erro agora, também incorrerá no pensamento inevitável: como não vi isso? Por que agi daquela forma? Então, o que sobra de mim? Adicionado aos traumas e complexos dos agressores - porque, não tenhamos medo de dizê-lo: ao dizer que somos todos iguais dizemos que mesmo os indivíduos errados podem estar em sofrimento, um sofrimento que causa esse modo de agir cáustico - temos um cenário caótico de imaturidade afetiva. Com o grau de renúncia necessário para se manter em sociedade desregulado, portanto, contribuindo para uma alocução libidinal desvantajosa e que soma-se ao trauma como fator desestruturante, há de se perguntar, ao invés de "por que protestam assim?" um "por que demoraram tanto a protestar?" A resposta é velha, simples, repetida diversas vezes: é requerida educação. Agora, com uma especificidade: é requerida educação afetiva; encontro e enfrentamento dos demônios para a construção de uma saúde que aumente a força dos excluídos e faça os excludentes repensarem suas ações.
Fontes:
http://www.bivipsi.org/wp-content/uploads/RBP-3-2018-5.pdf (artigo citado);
"As benevolentes", de Jonathan Littell;
"A teoria freudiana e o padrão da propaganda fascista", de Theodor Adorno;
"The Mass psychology of fascism", de Wilhelm Reich;
Praça Paris, da diretora Lúcia Murat.
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2020.06.21 13:13 datguyG Brasil visto por fora, apenas um desabafo pessoal. 🇧🇷🇵🇹🇬🇧

Olá comunidade, eu sou um jovem adulto Português de 33 anos que vive em Inglaterra à dez anos e já visitei 24 países diferentes, mas nunca estive no Brasil(é uma sonho pessoal, poder um dia), eu sempre tive uma forte relação com o Brasil, ambos os meus pais casaram a segunda vez depois do divórcio, e ambos com Brasileiros. Eu passo horas a ver vídeos políciais, sigo a política, leio os vossos autores, assisto o vosso cinema. Eu não consigo parar, é extremamente interessante e viciante. Sinto-me como um observador, um explorador espacial, astronauta que visita planetas desconhecidos, gosto de pensar que todos somos curiosos e que qualquer pessoas se pode identificar com o meu interesse, pois todos temos interesses, uns maiores outros menores.
O que separa a minha obsessão com o Brasil do resto do meus interesses é o facto de ser uma realidade tão distante, tão diferente, a todos os níveis, é como ser um mergulhador que de repente consegue perceber os peixes, é fascinante e eu não consigo parar de olhar, é como um acidente na beira da estrada, à algo que nos puxa e fixa a nossa atenção. Como eu vejo, é um país onde a realidade é alienígena à minha, e o sentimento constante que não consigo dispersar ou entender com clareza é porquê! Porquê? Como é que o mesmo país que salva mais pacientes de doenças terminais e cria as melhores e mais avançadas clínicas de combate ao cancro no mundo, também tem uma das maiores taxas de mortalidade criminal do mundo, como é que o país que que tem uma das populações mais religiosas do mundo também tem uma das maiores taxas de depressão e despero, um país que produz e trabalha tanto e ganha tão pouco, um país onde as pessoas conseguem ser tão calorosas tão cheias de amor, tb consegue ser um país de crueldade extrema e desigualdade. Às vezes passo horas a tentar perceber como esta dualidade afecta quem vê de fora, e quem está por dentro.
Eu amo o vosso país e a vossa cultura, eu tenho sempre dez factos positivos acerca do vosso país na ponta da língua, em caso de um encontro com um ignorante, eu gosto de ver o copo meio cheio, e tento ser positivo. Sem nacionalismos idioticos ou opiniões extremas. O que eu quero mesmo dizer é que espero do fundo do meu coração que um dia o vosso país possa realmente ser um país do povo para o povo, e que haja justiça e direito à igualdade em todas as classes e áreas da sociedade. Algo que só se valoriza qua do não se tem. Peço desculpa se feri alguma susceptibilidade, são apenas opiniões. O post é enorme, obrigado por me dares o teu tempo! Eu amo todos vocês!
Edit :Que excelente resposta por parte desta comunidade, estou mesmo muito orgulhoso com todo o amor que recebi aqui, vocês são incríveis! Muito Obrigado!
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2020.06.02 16:52 FilmingMachine Estou farto de ser assaltado em Portugal mas é impossível prevenir com o meu emprego - eis as últimas 3 vezes que fui assaltado

Olá, o meu nome é André, tenho 23 anos e sou distribuidor de pizzas. Eu gosto muito do meu trabalho mas é com frequência que sou alvo de assalto (habitualmente mais do que uma vez por mês e sempre de noite). Vou fazer 3 anos neste trabalho e apesar da pizzaria ser o meu unico emprego atual já complementei o meu ordenado com outros projetos - o mais recente tendo terminado devido ao COVID-19.
A razão de ter aceite a oportunidade foi porque achei que me ia fazer fartar de duas coisas: pizzas e a comichão de querer andar de mota... bem, e o facto de ter sido a única empresa (das dezenas que receberam o meu curriculo) que me chamou para entrevista. Verdade seja dita que ainda não me fartei de pizza e andar de mota então... com o ordenado consegui pagar a carta A2 e uma mota para mim. Comecei logo por gostar da dinamica do trabalho e a apreciar a interação com os clientes que por vezes me gratificavão com gorjeta - esta que me patrocionou depois o equipamento para estar seguro na estrada: casaco, calças e botas de mota - desculpem se estão a ler isto, é que não consigo beber mais do que um cafézinho por dia ahah.
Apesar de ter sido avisado, algo que não esperava eram os assaltos serem tão frequentes.

PASSA A PIZZA!! PASSA A PIZZA!! ABRE O MALETE JÁ!!

Para poder desabafar deixo aqui as 3 ultimas vezes que fui assaltado:

3.

A morada de entrega era numa rua sem saída que desconhecia por isso antes de sair da loja vi no mapa onde ficava - estranhei nunca lá ter ido mas pronto, sem opção lá segui caminho.
Ao virar para a rua começo a subir e reparo que de ambos os lados só haviam garagens por isso ao chegar ao fim dou meia volta e começo a abrandar ao me aproximar do cruzamento de onde vim quando que de repente vem a correr de por trás dos carros estacionados um de dois rapazes negros que se mandou de corpo inteiro contra a minha mota atirando-me 5 metros para dentro do cruzamento fazendo a mota deslizar em cima da minha perna direita.
Depois de me aperceber que não estava em perigo de ser atropelado e os assaltantes terem desaparecido decidi me acalmar não tivesse partido alguma coisa e permaneci coberto com a mota até ter ajuda para a tirar de cima. As poucas pessoas que estavam na rua e outros que vieram às varandas devido ao estrondo aproximaram-se para me assistir e chamar o 112.
Chega a policia e a ambulância e entre o grupo de pessoas estavam lá 5 rapazes dos quais um deles parecia o qual me tinha há 10 minutos me mandado ao chão - estes estavam algo impacientes de volta da mota que ainda continha as 4 pizzas e 2 garrafas de refrigerante fazendo comentários de se as pizzas estavam estragadas se podiam tirar.
Assim que entro para dentro da ambulância para ensopar as minhas mãos que estavam borradas com o meu sangue e assim que tive oportunidade sem ser alarmista aviso o sr agente da minha suspeita. Ele compreende e avisou o colega mas quando foram para abordar o grupo eles desataram a fugir.
Cinquenta minutos depois chego à loja e as pizzas ainda estavam quentes.

2.

A última vez que tinha vindo a esta rua de certeza que era assalto: Toquei à campainha do prédio indicado e como o comunicador não estava a funcionar e residente veio até ao rés do chão para perceber de que se tratava - este senhor tinha 2 vezes o meu tamanho, músculos capazes de esmagar um carro e não tinha encomendado pizza. Segundos depois um homem negro bastante sinistro aborda-me por trás e diz que a pizza era para ele mas a meu parecer, a única razão de ele ter pago foi por causa do Sr Incrível ter ficado a vigiar a transação (muito obrigado!).
Já desta vez não havia indicação de número nem de porta. "Eles disseram que iam lá ter, é só ligares antes de saíres" disse-me a minha colega. Assim dito; assim feito. Contacto o cliente antes de sair da loja e ele pede-me para aguardar no túnel que já se está a calçar para sair. Ao chegar tenho 4 miúdos negros todos cobertos a bloquearem-me a passagem como que me tivessem a tentar tirar uma bola baixa de basquete.
Desligo a scooter e tranco os travões para não descair. Pergunto-lhes se as pizzas são para eles enquanto que dois saltam logo para o malete para tirar tudo para fora. Pedi-lhes dois favores (algo que costuma ser cortesia de quem rouba na minha área habitual - a tal onde fui mandado ao chão): Não levem a encomenda da próxima entrega, só as vossas 4 pizzas e não roubem a chave da mota que senão não tenho como voltar e trabalhar em condições o resto da noite - BÓNUS: Não tentem roubar nada que me pertença ou que me deixe em dívida (dinheiro).
"GUITA! GUITA! TENS GUITA? PASSA A GUITA!"
Nem uma nem outra! Fizeram questão de levar mais 1 das 3 pizzas do cliente seguinte (sem abrirem para ver o que era) e a chave da mota que me arrancaram do canhão e fizeram-me agarrar e atirar para longe por medo que os seguisse - foram a correr apanhá-la, trouxeram-na até mim para me a mostrar e mandaram para menos longe do que o meu lance enquanto que faziam ameaças do que aconteceria se eu os seguisse.
EDIT: Depois de ser assaltado para fazer tempo e enquanto que apanhava a chave do chão telefonei à loja e ao outro cliente para explicar a situação e aproveitei para dar aos rapazes um bom avanço já que estavam com tanto receio serem seguidos e eu não os queria provocar... Chego à loja e está um deles a telefonar a dizer que me tinha visto a ser assaltado por 5 brancos e que agora já não queria as pizzas.

1.

Este foi ontem à noite e foi aquele que me estragou ao ponto de querer desabafar. Tinham feito 5 dias desde o último assalto e era suposto fazer a entrega num ponto de encontro.
Para quem nunca viveu numa área complicada e quis encomendar pizzas: Pontos de encontro são áreas designadas pela gerência das pizzarias junto de zonas onde não são efetuadas entregas devido à excessividade de assaltos de forma a fazer os distribuidores sentirem-se mais confortáveis a conduzir a entrega. Por norma o cliente coloca o pedido e é notificado que não é possível ser conduzida a entrega devido a ser fora da área estipulada pela loja mas que se quiser pode-se encontrar com o colega da distribuição junto dum ponto de encontro publico - que tal um café fechado quase à 1 da manhã?
Da última vez que fui lá contactei o cliente introduzindo-me com o meu nome e ele compareceu com mais dois amigos pagou o pedido e foi-se embora; desta vez apenas com um não tinha intenção de pagar as 3 pizzas e a garrafa de refrigerante. A transação durou 6 minutos mas pareceu uma eternidade devido à constante pressão que me colocaram.
Por norma eu permito o cliente verificar as pizzas antes de efetuar o pagamento mas não me senti confortável e pedi que pagasse os 25€ ao que ele estava bastante exitante. Pede ao colega que desse o dinheiro prometendo depois pagar - este tira de um rolo de notas misto 20€ e passa para a frente. Quando peço os restantes 5€ desenrola-se o mesmo filme: volta a pedir ao de trás; este faz má cara e refila; finalmente passa o dinheiro à frente e é me passada uma nota de 10€.
"Não tinha aqui indicação que era necessário troco" estas foram as últimas palavras que me lembro de ter dito pois o resto foi um monólogo eterno por parte do indivíduo que agora tinha ganho permissão para tirar as pizzas de dentro malete. Eis algumas das declarações receptícias que ouvi:
"Não me deram essa opção"
"Não dá para colocar mais outro pedido para me entregarem a seguir se a loja já fechou à 00h30?"
"Não tenho como pagar a multibanco"
"Não podia deixar a minha mãe sem comer em casa"
"Não faz mal, eu conheço o ¥•Œšáwóª¶Ü da pizzaria"
"Não há problema, diz-lhe que foi o cigano do ±IºÑ Š‰î"
"Não, não, não, a maneira como podemos fazer isto é que dás o pedido como roubado e assim não há problema"
"Não te preocupes que nós levamos as pizzas e o dinheiro até um café ali e trazemos a nota destrocada"
Este último assalto foi o pior de todos e o único em que não foram ações de miúdos negros - foi um adulto que se recusou a chamar aquilo de assalto e me passou dinheiro para a mão para me levar a deixar-lhe retirar as pizzas de boa vontade para depois tirar o dinheiro de volta e se ir embora com estas.
Eu estou em muito boa forma e não sou desavantajado fisicamente mas nunca lutaria por pizzas quando que tanto colega meu chega esmurrado à loja mas isto foi um jogo mental que me manteve com medo: Ele sabe onde é que trabalho; O meu nome; A mota da distribuição que guio; Até que horas lá estou; Conhece os procedimentos da loja; Quem mais lá está; etc... quando que era claro que ele tem amiguinhos.
Tudo o que passava na minha cabeça enquanto que participava neste joguinho dele era que se lhe negasse a encomenda passaria o resto da temporada com medo que algo me acontecesse a mim ou ao veículo que estaciono à porta da loja.
Eu gosto muito do meu trabalho mas gostava ainda mais que tivesse resposta de uma das muitas empresas da minha área de multimédia a que mandei o meu curriculo.
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2020.04.27 02:54 justpiggy Proof read needed, Portuguese to Chinese

My translation are in Chinese, The Portuguese was the original text.
Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se "Iqueia" ou "I quê à"? E é "o" IKEA ou "a" IKEA"? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no "I quê à", quando, para eles, é evidente que estou na "Iqueia".
Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se "Iqueia" ou "I quê à"? E é "o" IKEA ou "a" IKEA"? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no "I quê à", quando, para eles, é evidente que estou na "Iqueia".
宜家家居客戶的問題從這商店的名稱開始。宜家 –「IKEA」這詞到底是讀作「iqueia」還是「I quê à」呢? 然而「IKEA」這詞到底是陽性、還是陰性名詞?這模棱兩可的名字讓我覺得很不自在。由於我不知道商店名稱的正確發音、亦不知道它這字詞所屬的性別,從而給我造成了一種不安全感、令我擔心自己。因此,使得我在宜家員工面前感到自卑。恐怕他們會從我的行為言行舉止中意識到,我覺得我自已正在一間「 I quê à 」裏面,但對於他們來說,很明顯我正在處於一間「iqueia」裏。
As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.
然而這些問題不僅僅是在語義上,亦是具概念性的問題。大家都相信宜家在賣便宜的傢俱,但事實並非如此。我並不是說宜家賣的傢俱不便宜,我想說的是宜家出售的並不是傢俱。我們從宜家買到的那堆板子和螺絲,其實是拼圖、類似成人版的樂高積木。經過一番努力去組裝後,如果一切順利又能得到神庇佑的話,它才將會變成廉價的傢俱。因此,宜家到底是在賣便宜的傢具、還是在賣昂貴的拼圖呢?就在幾天前,我從宜家買了一件名為「BESTA」的傢俱。我認為這件家具的名字很符合我這人「愚蠢的」個性。事因這件家俱的全部組件猶如重達600公斤,而我需要把全部組件獨力帶到收費處付款。因此我已經充分參透這傢俱名字背後隱藏的真正之意。以下是我給宜家顧客的一個建議:你需要一隻馱獸來宜家幫你將林林總總的雜物運到收銀處。假若你沒有兩至三隻驢子來幫手,就別想去宜家家居那裡購物了。事因我曾經忍受過獨力去搬運這半噸的傢俱組件。在那刻,我雖然擁有了12個書架但卻得了3處的疝;結果我在傢俱上省下的錢,卻花了在骨科醫生上。
É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.
當然,宜家也有正向的一面:宜家傢俱的木板都是已經預先切割好的,這總比沒有切割的好。然而宜家亦沒有強迫顧客進入森林為了所需的木板而去伐木取材;儘管有時候可以感覺到,這在不久的將來將可能會發生。可能在不久的將來,當你購入一件傢俱時,你可能會收到一把斧頭、一把鋸子和一張瑞典某森林的地圖。其地圖將標記著被宜家看上的、他們認為有潛力、能變造成一件漂亮的床頭櫃的兩三棵橡樹。
Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece--me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno.
Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro.
E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.
另一方面,也有些難以解決的問題。我購入的傢俱一共分了兩次,共兩隊組裝團隊才送到府上。第一隊組裝團隊在完成了組裝他們帶來的的首半部分後,便離去了。而帶來後半部分的第二團隊,在組裝完後半部分後,居然拒絕接手接拼由第一隊組裝團隊完成組裝的首半部分。結果:客戶最終需支付了兩次的運費和組裝費,並遺下了一件不完整的傢俱。若果是其他客戶,我並不會介意。但既然那客戶是我,那就有點讓我感到不快了。在這種將所有貨品都分拆成組裝部件販賣的商店(順帶一提,它所販賣的組件裝嵌起來都很合身)。可是更具諷刺意味的是,宜家所提供的運輸服務與裝配服務、其兩者並不互相配合。這亦是現代商貿的特性之一。
那我們該怎麼辦?每個客戶將有自己的一套反抗方式,而我的則是這樣:下次,我將會把支付用的支票剪成碎片、亦將把紙屑分半並分兩天寄出,並附一捲膠帶和組裝說明書。
致那些瑞典人,如果你們想收款的話,可以把它拼合組裝起來喔。
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